BOGOTA - A guerrilha colombiana Farc advertiu nesta segunda-feira que, após a recente libertação unilateral de seis reféns, o único caminho para que 22 efetivos das Forças Armadas recuperem a liberdade é um acordo com o governo.

Em seu primeiro pronunciamento depois da entrega de três policiais, um solado, o ex-governador Alan Jara e o ex-deputado Sigifrido López, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) classificaram as libertações como um gesto para facilitar um acordo de troca dos reféns por guerrilheiros presos.

"Desejamos que este novo gesto contribua para abrir caminho até o acordo de troca obstruído pelo governo", disse o grupo rebelde em um comunicado divulgado pela senadora Piedad Córdoba, que esteve à frente da missão humanitária que recebeu os seis reféns na semana passada.

"A Colômbia inteira deseja comemorar mediante um acordo bilateral de libertação dos prisioneiros de guerra detidos tanto nos cárceres do regime como nas montanhas", acrescentou a nota.

Militares reféns

Vinte e dois oficiais e suboficiais das Forças Armadas seguem em poder do grupo guerrilheiro mais antigo da América Latina, que deseja trocá-los com o governo por centenas de guerrilheiros presos.

As Farc exigem que o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, retire o Exército e a polícia de uma região montanhosa de 780 quilômetros quadrados, no sudoeste do país, para criar uma zona de segurança na qual representantes da guerrilha e do governo poderiam se reunir para negociar o acordo.

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