Com a libertação do ex-deputado provincial colombiano Sigifredo López, sequestrado em 2002 pelas Farc, que está programada para esta quinta-feira, a guerrilha não terá mais políticos em seu poder, mas ainda manterá na selva 22 oficiais como reféns.

Segundo a senadora Piedad Córdoba, a quem as Farc se comprometeram de maneira unilateral a entregar López, a missão humanitária que receberá o ex-deputado sairá do aeroporto de Cali (500 km ao sudoeste de Bogotá) às 7H30 locais (10H30 de Brasília), com destino a um local não revelado.

O helicóptero que vai buscar López, cedido pelo governo do Brasil para garantir a neutralidade da operação, além dos cinco tripulantes brasileiros, terá ainda três membros do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e Córdoba.

"Toda a logística está pronta para a saída do primeiro helicóptero que irá, amanhã, para o ponto X, onde deve acontecer a entrega de Sigifredo López", anunciou na quarta-feira o porta-voz do CICV, Yves Heller.

López é o último político em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) depois da libertação na terça-feira do ex-governador do departamento de Meta, Alan Jara.

As Farc também libertaram no domingo três policiais e um soldado que estavam raptados desde 2007.

No início de 2008 os rebeldes entregaram ao governo da Venezuela e a Córdoba outros seis políticos que estavam sequestrados.

As Farc ainda mantêm em seu poder 22 militares e policiais, alguns sequestrados há mais de 10 anos. O grupo terrorista pretende trocá-los por quase 500 insurgentes presos, três deles nos Estados Unidos.

cop/fp

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