Farc devem libertar militar colombiano em 30 dias

BOGOTÁ (Reuters) - A entrega de um militar colombiano que é refém das Farc há mais de 11 anos pode acontecer em 30 dias, assim que o grupo rebelde informar as coordenadas e que for definida a logística da libertação, que deve incluir presença internacional, disse nesta sexta-feira a senadora Piedad Córdoba. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram à senadora a entrega do suboficial Pablo Emilio Moncayo, um gesto de paz unilateral com a qual o grupo procura reforçar sua imagem internacional em um ano de eleição presidencial, segundo analistas.

Reuters |

"Esperamos que a libertação aconteça, como no passado, no prazo de 30 dias, enquanto conseguimos as coordenadas e organizamos a logística, além da presença internacional, que, em função de tudo o que aconteceu da vez passada, hoje é absolutamente necessária", disse Córdoba a jornalistas.

Sequestrado em dezembro de 1997 durante um ataque das Farc a uma base do Exército no Departamento de Nariño, na fronteira com o Equador, Moncayo é um dos reféns que está há mais tempo em cativeiro em meio ao conflito interno colombiano, que já dura mais de quatro décadas.

O militar faz parte de um grupo de 22 efetivos das Forças Armadas que a guerrilha tenta trocar com o governo por centenas de rebeldes presos.

Em fevereiro, as Farc libertaram três policiais, um soldado e dois políticos. Eles foram entregues a Córdoba e a delegados do Comitê Internacional de Cruz Vermelho, que tiveram o apoio do Brasil.

O governo brasileiro forneceu os helicópteros que voaram para a selva para receber os reféns.

A senadora admitiu a possibilidade de o Brasil novamente fornecer os helicópteros para buscar Moncayo na selva, assim que as Farc revelarem as coordenadas do lugar onde a libertação vai acontecer.

O sequestro de Moncayo ganhou visibilidade na Colômbia e no mundo devido às caminhadas de seu pai, o professor Gustavo Moncoya, que andou milhares de quilômetros a pé, por estradas e rios, para exigir a libertação de seu filho.

O governo colombiano anunciou que dará todas as garantias de segurança para que o militar possa ser libertado o quanto antes.

As Farc reiteraram que estão dispostas a buscar um acordo com o governo em torno dos reféns e adiantar uma negociação de paz que permita que se ponha fim ao conflito prolongado que cobra milhões de vidas por ano.

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