Bogotá, 9 set (EFE).- As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram hoje que apoiam as bases de paz propostas pelo Governo da Venezuela, em oposição ao acordo militar entre Bogotá e Washington, a partir do qual os americanos poderão usar até sete bases militares colombianas.

As Farc manifestaram-se sobre assunto numa mensagem à União de Nações Sul-americanas (Unasul) e à Aliança Bolivariana para as Américas (Alba). O comunicado foi publicado no site da "Agência de Notícias Nova Colômbia" ("Anncol"), usada pela guerrilha como canal de comunicação.

"As Farc decididamente apoiam as bases de paz que o Governo da Venezuela dispôs em seu território em contraposição às bases de agressão ianque na Colômbia. Gostaríamos de vê-las florescer em todos os pontos cardeais do hemisfério como símbolo de resistência e dignidade dos povos", disseram os guerrilheiros.

É "inútil a guerra de (Barack) Obama e a de seu lacaio (Álvaro) Uribe contra nossa América, a de Bolívar e a de nossos heróis nacionais, que 200 anos depois do grito de independência retornam com um Exército de povos para materializar seus sonhos", acrescenta o comunicado.

A primeira vez em que Chávez falou da instalação de bases de paz foi em 7 de agosto. Na ocasião, ele sugeriu que as instalações ficassem países como "Bolívia, Equador e Brasil".

Segundo as Farc, o uso das bases militares colombianas por parte dos Estados Unidos "representa a mais séria ameaça à paz e à unidade do continente".

Os guerrilheiros também escreveram que as denúncias de intromissão da Venezuela e do Equador nos assuntos internos da Colômbia não são mais que "uma densa cortina de fumaça para tapar a verdadeira e arrasadora intromissão de Estados Unidos, Inglaterra, Israel e Espanha no conflito colombiano".

Por isso, as Farc pediram à Unasul e à Alba que "incluam em sua agenda de trabalho uma solução política para o conflito colombiano".

EFE rrm/sc

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