As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) deram sinal verde nesta terça-feira para o início da operação de libertação de dois reféns. Eles serão entregues a uma missão humanitária liderada pela senadora Piedad Córdoba. O Brasil fornecerá logística e aeronaves.

Segundo fontes ligadas à senadora, ouvidas pela agência EFE, a aprovação dos guerrilheiros ao protocolo de segurança - definido no último dia 12 pelo governo colombiano e pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) - era necessária para dar início à missão que fará o resgate de dois militares e do corpo de um policial morto em cativeiro.

Segundo o jornal colombiano El Tiempo, a operação de libertação começará no sábado, quando está previsto que seja solto o soldado Josué Daniel Calvo. No dia seguinte seria libertado o sargento Pablo Emilio Moncayo, que está há 12 anos em cativeiro, e seriam entregues os restos mortais do major Julián Ernesto Guevara, morto em 2006.

O protocolo inclui o compromisso das forças militares de não realizar operações e sobrevoos na área onde os guerrilheiros entregarão os reféns, cujas coordenadas, até o momento, são conhecidas apenas por Córdoba, que atua como mediadora na libertação.

Após receberem a resposta das Farc, membros do CICV iniciaram uma reunião com o alto comissário de paz do governo colombiano, Frank Pearl, para definir os detalhes da operação.

O passo seguinte será a realização de um encontro entre o CICV e os integrantes da missão, entre eles Córdoba, representantes da Igreja Católica e o pai de um dos reféns, para poder iniciar a operação.

As Farc anunciaram em abril de 2009 que libertariam Moncayo, o refém mais antigo em seu poder, sequestrado em dezembro de 1997. Um mês depois, disseram que fariam o mesmo com Calvo, sequestrado em 2009.

Com EFE

Leia mais sobre Farc

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.