Farc criaram rede internacional de grupos de apoio, diz jornal

Madri, 11 mai (EFE).- A guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) criou uma rede clandestina com grupos que apóiam suas teses em vários países da América Latina, e inclusive na Europa, publica hoje o jornal espanhol El País.

EFE |

O jornal afirma que o dado procede do conteúdo dos computadores encontrados com "Raúl Reyes", dirigente das Farc morto em 1º de março, e também indica que a guerrilha recebe periódicos pedidos de formação por parte de dirigentes de países como Venezuela e Equador.

Segundo esses documentos, as Farc decidiram iniciar essa rede depois de Álvaro Uribe chegar à Presidência da Colômbia, em 2002, e de a União Européia incluir essa guerrilha na lista de grupos terroristas.

Para buscar aliados internacionais e expansão para suas idéias, as Farc criaram em 2003 a Coordenadoria Continental Bolivariana, com entidades da esquerda radical e presente em 17 países.

Sua missão é "criar núcleos de apoio e células clandestinas" que apóiem as teses das Farc contra o Governo de Uribe, mas também expandam idéias próprias da esquerda radical, segundo o jornal.

O "País" menciona uma mensagem do chefe das Farc, Manuel Marulanda, de março de 2005 criticando Governos latino-americanos da esquerda social-democrata por não querer "exportar a revolução".

Segundo um documento de "Raúl Reyes", as relações "político-diplomáticas" das Farc se circunscrevem a partidos comunistas e aos Governos da Venezuela, Equador e Nicarágua.

O jornal espanhol afirma que há provas de encontros de representantes oficiais desses Governos com integrantes da guerrilha colombiana.

Também garante que as Farc receberam solicitações para realizar cursos de formação.

O "País" menciona um e-mail de "Reyes" no qual este indica que "um emissário" do presidente equatoriano, Rafael Correa, tinha pedido um curso para cerca de 15 pessoas sobre organização de massas e fundamentos políticos e militares.

Uma mensagem de novembro do ano passado de outro dirigente da guerrilha, "Ivan Márquez", afirma que o ministro do Interior venezuelano, Ramón Rodríguez Chacín, tinha sondado a possibilidade de conhecer a experiência das Farc em matéria de combate de guerrilha.

Além disso, fala que, em 2003, o dirigente indígena boliviano Felipe Quispe pediu cursos militares de vários meses para alguns de seus companheiros, segundo o "País". EFE jgb/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG