Farc confirmam morte de chefão

Caracas, 25 mai (EFE).- As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) confirmaram hoje, em um vídeo, que o máximo comandante da guerrilha, Pedro Antonio Marín, conhecido como Manuel Marulanda ou Tirofijo, morreu em 26 de março, de infarto.

EFE |

Na gravação, exibida pela rede de TV "Telesur", o guerrilheiro "Timoleón Jiménez", com uma bandeira da Colômbia e dois fuzis cruzados ao fundo, anuncia "Alfonso Cano", um antropólogo de quase 60 anos cujo nome verdadeiro é Guillermo Leão Sáenz, como novo chefe das Farc.

"Com imenso pesar, informamos que nosso comandante-em-chefe Manuel Marulanda Vélez morreu em 26 de março, de um infarto, nos braços de suas companheiras e cercado por sua guarda pessoal e por todas as unidades que faziam sua segurança", disse lendo uma folha.

O rebelde acrescentou que Marulanda recebeu "honrosa sepultura" e "as honras que um líder de sua dimensão merece". Em seguida, ressaltou que "morrer pelo povo é viver para sempre".

"Demos adeus a ele em nome dos milhares e milhares de guerrilheiros" e "milicianos bolivarianos e dos milhões de colombianos e cidadãos do mundo que o estimam, admiram e amam, acima da asquerosa campanha midiática contra as Farc", disse Jiménez.

O guerrilheiro, integrante do comando central das Farc, definiu Marulanda como "um dos mais importantes líderes revolucionários de todos os tempos" e destacou que "a Humanidade não tem antecedentes" de um dirigente que tenha lutado 60 anos ininterruptamente".

Tanto na área militar como no campo político, Marulanda "sempre saiu imune e fortalecido", prosseguiu Timoleón.

"Comandante Manuel Marulanda Vélez, juramos vencer!", reiterou o rebelde, acrescentando: "Em meio à maior ofensiva reacionária lançada contra uma organização revolucionária na história da América Latina, continuaremos com nossas atividades, em conformidade com os planos aprovados, solidamente unidos e profundamente otimistas em seguir adiante".

"Prosseguiremos sem descanso em nossa luta, até conseguir o objetivo da nova Colômbia, da pátria grande latino-americana e do socialismo. Juramos isso perante o túmulo de nosso comandante", exclamou Timoleón no vídeo, filmado no meio do mata e no qual não aparece nenhum outro guerrilheiro.

O rebelde diz ainda que "o confronto não dá trégua e a luta continua". EFE ar/sc

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