Bogotá, 29 jun (EFE).- As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram hoje sua intenção de libertar mais um militar junto com o cabo do Exército Pablo Emilio Moncayo, mas insistiram em que só os entregarão ao pai deste e à senadora opositora Piedad Córdoba, ambos desautorizados pelo Governo.

As Farc fizeram este anúncio em uma "carta aberta" dirigida "aos familiares do soldado José Daniel Calvo Núñez", feito refém em um confronto ocorrido em 20 de abril deste ano, e divulgada por meio do site "Anncol", que publica informações sobre a guerrilha.

O grupo rebelde explicou que Calvo Sánchez caiu em suas mãos em um combate contra o Exército colombiano no departamento (estado) de Meta, mas que "reter soldados, policiais ou infantes de marinha" para trocá-los por guerrilheiros presos não é sua política.

"Nesse sentido só consideramos os que exercem funções de comando", acrescentou.

Por isso, as Farc dizem querer "libertá-lo garantindo que não haja dificuldades, nem situações que depois tenhamos que lamentar", acrescenta a carta, assinada pelo "Secretariado do Estado-Maior Central das Farc-EP".

A guerrilha insiste na proposta que fez em abril, quando anunciaram a libertação de Moncayo, ao pedir que a entrega seja realizada para uma comissão liderada por Córdoba, em sua condição de membro da organização civil Colombianas e Colombianos pela Paz, e por Gustavo Moncayo, pai do cabo sequestrado.

No entanto, o presidente colombiano Álvaro Uribe só autorizou a Igreja Católica e a Cruz Vermelha a receberem reféns.

O grupo guerrilheiro assegurou na carta que não se opõe à presença destes dois organismos, mas a considerou "insuficiente".

Pablo Emilio Moncayo foi sequestrado em 21 de dezembro de 1997 quando tinha 18 anos e cumpria o serviço militar como cabo no departamento de Nariño.

Seu pai é conhecido como "Caminhante pela Paz" por causa das longas marchas a pé que realizou para pedir a libertação de seu filho.

Atualmente, as Farc têm em seu poder, entre militares e policiais, 22 reféns considerados pela guerrilha como "passíveis de troca", já que a organização quer libertá-los em troca da soltura de 500 rebeldes presos. EFE ocm/bba

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