Farc anunciam libertação de reféns em apoio à senadora colombiana

Segundo guerrilheira, cinco reféns serão soltos em solidariedade a Piedad Córdoba, destituída do cargo por ligação com rebeldes

iG São Paulo |

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram nesta quarta-feira que libertarão cinco reféns como um gesto de apoio à senadora Piedad Córdoba, destituída pela Procuradoria Geral acusada de ligação com os rebeldes.

Segundo informaram as Farc, os reféns - três militares e dois políticos locais - serão libertados "como um gesto de humanidade e desculpas à senadora da paz".

O grupo disse que libertará o major da polícia Guillermo Solórzano; o cabo do Exército Salín Sanmiguel; o infante de marina Henry López Martínez; e os presidentes dos conselhos municipais de San José del Guaviare, Marcos Vaquero; e de Garzón Huila, Armando Acuña.

"A decisão está tomada e a data dependerá das garantias que serão dadas pelo governo para que a senadora Córdoba possa receber aqueles que serão libertados", acrescentou o grupo em comunicado.

Córdoba foi destituída e perdeu seus direitos políticos por 18 anos acusada de relações e favorecimento às Farc, maior grupo rebelde da Colômbia. No fim de setembro, a Procuradoria Geral, encarregada do controle disciplinar dos funcionários públicos, alegou que tomou a decisão porque Córdoba "promoveu e colaborou com o grupo à margem da Lei, Farc".

Investigação

A investigação teve início a partir de documentos encontrados nos computadores de um dos líderes da guerrilha colombiana, Luis Edgar Devia, conhecido por Raúl Reyes, morto em um bombardeio do Exército colombiano no Equador no dia 1º de março de 2008.

Com a informação apreendida, foi possível "estabelecer que no cruzamento de dados entre o grupo guerrilheiro e a senadora - nos quais era identificada como Teodora, Teodora de Bolívar, A Negra e A Negrita -, a parlamentar excedeu-se em suas funções, assim como na autorização dada pelo governo para tramitar a troca humanitária", revelou a Procuradoria.

*Com Reuters e EFE

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