Farc afirmam que execuções extrajudiciais são parte da política de Uribe

Bogotá, 12 nov (EFE)- As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) asseguraram hoje que as execuções extrajudiciais de civis na Colômbia fazem parte da política de segurança com a qual o Governo quer mostrar que mais de 30 mil rebeldes foram mortos pelo Exército desde que Álvaro Uribe assumiu a Presidência do país.

EFE |

O chefe rebelde Luciano Marín Arango, conhecido como "Ivan Márquez", um dos sete membros da cúpula das Farc, disse em entrevista reproduzida pelo site da "Agencia de Noticias Nueva Colombia" ("Anncol") que o líder não pode posar agora como um "querubim celestial".

"Não pode agora este presidente xerife rasgar hipocritamente as roupas quando sempre mediu em litros de sangue o sucesso de sua política", indicou.

"Márquez" acrescentou que o "cruel assassinato de milhares e milhares de civis pelo Exército para depois apresentá-los em seus 'falsos positivos' como guerrilheiros dados de baixa em combate, é o mais recente e horroroso grito de vitória da segurança democrática".

Além disso, afirmou que quando o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, insiste em que foram mortos, nos últimos seis anos, mais de 30 mil guerrilheiros, pergunta-se "quem serão então esses mortos se a guerrilha segue em seus mesmos postos de combate contra a tirania".

"É necessário identificar também os milhares de massacrados que os paramilitares entregaram ao Exército a fim de que os utilizassem como partes positivas de sua guerra suja contra-insurgente", disse.

No total, 27 membros do Exército foram destituídos e o comandante dessa força, general Mario Montoya, renunciou a seu cargo após o escândalo pelo desaparecimento de 20 jovens de Soacha, localidade vizinha a Bogotá, e que foram apresentados poucos dias depois como baixas em combate ou "positivos" militares. EFE fer/db

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