Farc acusam Uribe de medir sucesso de sua política em "litros de sangue"

Bogotá, 30 abr (EFE).- As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) acusaram o presidente colombiano, Álvaro Uribe, de medir o sucesso "de sua criminosa política de segurança em litros de sangue".

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Bogotá, 30 abr (EFE).- As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) acusaram o presidente colombiano, Álvaro Uribe, de medir o sucesso "de sua criminosa política de segurança em litros de sangue". Segundo as Farc, durante o Governo de Uribe, as execuções extrajudiciais alcançaram "o degrau mais alto da traição humana". As acusações fazem parte de um texto assinado pelo porta-voz internacional das Farc, 'Ivan Márquez' e publicado hoje no site da agência de notícias "Anncol", que costuma divulgar os pronunciamentos do grupo guerrilheiro, com a data desta terça-feira. No texto, que teria sido escrito das "Montanhas da Colômbia". 'Márquez' diz que "as Brigadas Militares acionaram seus gatilhos para ficar com as recompensas em dinheiro, promoções e férias remuneradas oferecidas pelo Governo". O porta-voz das Farc também fala do chamado 'caso Soacha', ocorrido na cidade colombiana de mesmo nome, que investiga o desaparecimento e posterior assassinato de pelo menos 20 jovens que foram apresentados como guerrilheiros mortos em combate. Segundo 'Márquez', "essa história se repetiu impunemente durante os últimos anos, banhando o território da pátria com sangue inocente". O porta-voz afirma que mortes como as do 'caso Soacha' são o "resultado direto de uma política oficial e de terrorismo de Estado" e que seus responsáveis "devem comparecer aos tribunais acompanhados de seu chefe, o presidente Uribe". "Durante o Governo de Uribe, as Forças Armadas oficiais foram transformadas em uma fria máquina de matar inocentes. Estes crimes de guerra e de lesa-humanidade têm como responsáveis altos funcionários do Estado colombiano", conclui 'Márquez'. O Governo colombiano já disse em diversas ocasiões que 'Ivan Márquez', porta-voz internacional das Farc desde que o ex-número dois da guerrilha, 'Raúl Reyes', foi abatido em um bombardeio em março de 2008, está escondido na Venezuela. EFE mb/bba

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