BOGOTÁ - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) FARC pediram hoje a renúncia do presidente colombiano, Álvaro Uribe, dadas as acusações de relações entre o governo e grupos paramilitares, bem como a denúncia de uma ex-parlamentar, que disse ter recebido ofertas de propina para aprovar a emenda constitucional que permitiu a reeleição de Uribe. http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/24/entenda_quem_sao_as_farc_1286010.html Saiba quem são as Farc

O anúncio foi feito por meio de um comunicado de 13 pontos chamados pelas Farc de "razões morais", que foi divulgado pela agência de notícias Anncol, que costuma publicar informações do grupo guerrilheiro.

"Uribe deve renunciar ou ser tirado do Palácio de Nariño (sede do governo colombiano) como foi feito com seu primo da embaixada da Costa Rica: em meio a gritos de 'assassino, assassino!'", diz o comunicado.

"A dignidade do país o exige: à institucionalidade podre deve se opor a uma nova institucionalidade". "Chamamos aos militares patriotas e bolivarianos a retomar a bandeira do Libertador a construir junto ao povo e à guerrilha uma nova alternativa de poder", disseram as Farc.

"A desobediência dos cidadãos é necessária para reativar as grandes marchas populares, as paralisações de serviços e a greve geral que acabem com este regime espúrio", afirmaram as Farc.

O governo de Uribe enfrenta investigações pelas denúncias de vínculos de congressistas do partido governante com ultra-direitistas. Um deles é o primo do presidente, o senador Mario Uribe, que tentou pedir refúgio político à embaixada da Costa Rica em Bogotá para que não fosse preso.

O presidente Uribe também responde a uma acusação de "suborno", porque funcionários de seu governo teriam oferecido cargos ao ex-congressista Yidis Medina em troca de seu voto para a aprovação da emenda constitucional que possibilitou a reeleição de Uribe.

Sobre Mario Uribe, o comunicado disse que "o líder narco-paramilitar Salvatore Mancuso reiterou diante da promotoria que os votos que o levaram ao senado foram produto da coerção paramilitar contra os eleitores".

Os guerrilheiros também acusam o governo de atos de corrupção, como a entrega de terras a empresários depois que os camponeses nativos foram expulsos por paramilitares.

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