FAO: Só 10% da ajuda prometida contra a fome estão garantidos

Roma, 16 out (EFE).- O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), Jacques Diouf, disse hoje que apesar dos compromissos econômicos contraídos por vários países, estão assegurados apenas 10% dos US$ 22 milhões -uma pequena parte- do que foi prometido para ajudar a erradicar a fome.

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Diouf fez estas declarações na abertura do Dia Mundial da Alimentação 2008 e pediu aos países-membros que cumpram seus compromissos financeiros assumidos durante a conferência sobre segurança alimentar.

"Estou consciente da situação internacional e de que a grave crise financeira não facilita nosso trabalho", acrescentou.

Após aumentar em 75 milhões em 2007 e alcançar um total de 923 milhões, o número de famintos poderia aumentar de novo este ano, estima a FAO.

Para Diouf, os biocombustíveis gerados a partir das plantações de cereais "contribuíram para a recente e forte alta dos preços dos alimentos" sem melhorar a segurança energética dos países e sem saber se seu uso trará grandes benefícios para o meio ambiente.

Quanto ao desenvolvimento dos biocombustíveis e do aumento de sua demanda, previu que haverá uma alta dos preços dos grãos (5%), do milho (12%) e do óleo vegetal (15%) nos próximos dez anos.

"Em um mundo onde o preço do petróleo está muito alto e o acesso à energia continua sendo um problema para grande parte da humanidade, o desenvolvimento da bioenergia não deveria ser visto somente como um risco, mas como uma oportunidade".

Segundo o diretor-geral da FAO, a solução "estaria no desequilíbrio entre a busca da produção de energia e a de alimentos". EFE cps/wr/jp

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