FAO pede que se vigie de perto casos de gripe em porcos

Roma, 4 mai (EFE).- Após a detecção de um caso de transmissão da gripe suína de humanos para porcos no Canadá, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) pediu às autoridades locais e aos granjeiros que vigiem de perto esses animais.

EFE |

"A transmissão de humanos a animais ocorrida no Canadá não é uma surpresa, já que o vírus da gripe pode ser transmitido dessa forma", afirma em comunicado o chefe de veterinária da FAO, Joseph Domenech.

"O ocorrido no Canadá não deve criar pânico, mas nos lembra a existência de uma cadeia de transmissão de vírus entre humanos e animais sobre a qual devemos estar muito atentos", afirma a nota.

Segundo Domenech, o vírus da gripe - em humanos ou animais - evolui constantemente em nível genético, ao tempo que muda sua capacidade de ser letal para pessoas ou animais, por isso é necessário vigiar de perto a atual situação do vírus.

"A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e a FAO devem ser informadas sobre qualquer surto do novo vírus da gripe nos porcos", assinala.

Nos casos em que se confirme a existência do vírus, é preciso impor uma restrição ao transporte de animais até sete dias depois que se tenha recuperado o último dos porcos doentes.

As pessoas que trabalham em contato direto com porcos devem evitar trabalhar caso tenham sintomas de doenças respiratórias, gripe ou febre. Os veterinários e pessoas que manipulam os animais devem levar proteção adequada para minimizar o risco de contágio, adverte ainda o comunicado.

A FAO reiterou que não existe nenhuma necessidade de sacrificar animais para prevenir a circulação do vírus, e frisou que os humanos não podem contrair este tipo de vírus através de porcos ou produtos derivados. EFE cps/rr

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