FAO pede apoio urgente a agricultores no Haiti

Roma, 21 jan (EFE).- O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Jacques Diouf, pediu hoje para considerar prioritárias as ajudas aos agricultores do Haiti, atingidos pelo terremoto, diante da temporada de semeadura de primavera (hemisfério norte), que começa em março.

EFE |

O responsável da FAO advertiu sobre a necessidade destas ajudas para garantir a produção alimentícia, a reabilitação da agricultura e a reconstrução.

Em uma nota, Diouf afirmou que este apoio é necessário, já que "o consumo de cereais é de cerca de 1 milhão de toneladas das quais 63% provêm da importação".

"A prioridade é a provisão de sementes, adubos, alimento para o gado e vacinas", acrescentou o responsável da FAO.

Diouf acrescentou que "é urgente agir, no momento em que os preços dos alimentos sobem e milhares de pessoas fogem da devastada capital, Porto Príncipe, para as áreas rurais".

"Esta gente precisará receber meios necessários, junto a atividades que gerem receita", disse.

A FAO advertiu que os preços dos alimentos estão subindo em Porto Príncipe e demais lugares, devido à escassez de comida e combustíveis, ao dano sofrido pela cadeia de fornecimento, os armazéns e o porto, ameaçando a sobrevivência da população pobre em todo o Haiti.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. Segundo declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que 18 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

Entre os civis - além da médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e de Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti -, foi informado hoje que outra mulher também morreu no tremor, aumentando para 21 o número total de vítimas brasileiras. EFE ccg/an

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