FAO diz que pandemia chega ao México após 5 anos de espera

Roma, 28 abr (EFE).- O veterinário-chefe da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), Joseph Domenech, disse hoje que as autoridades sanitárias mundiais estavam há cinco anos esperando um foco de gripe aviária e, finalmente, ocorre uma mistura de gripe humana, suína e aviária.

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Em entrevista por telefone à Agência Efe, Domenech disse que é "um vírus novo" com material genético do vírus da gripe humana, da gripe suína e da gripe aviária, por isso os especialistas estão "no terreno" estudando a cepa, para ter mais informação sobre o potencial do foco.

"É um tipo de vírus sobre o qual se sabe que tem uma grande capacidade para mudar", disse Domenech.

O especialista disse que ainda não há respostas sobre o potencial alcance do vírus.

"O núcleo do problema está no México. É certo que, nos últimos dias, parecia que avançava rápido, mas hoje parece que parou", disse.

Domenech disse que ainda é cedo para saber a mortalidade desta doença, porque se conhece o número de mortos, mas não a quantidade de pessoas infectadas, já que alguns sintomas são parecidos com os da gripe comum.

A FAO anunciou ontem que esta semana enviará ao México um grupo de especialistas em saúde animal para ajudar o Governo mexicano a "avaliar a situação epidemiológica no setor de produção suína".

Segundo o comunicado oficial, a organização enviará a especialistas do Centro de Gestão de Crise-Saúde Animal, cujo objetivo é verificar se a nova cepa do vírus H1N1 causadora da doença tem relação direta com os porcos.

A FAO também solicitou a seu pessoal técnico no mundo todo que informe imediatamente sobre qualquer caso semelhante à gripe suína e que envie as amostras aos laboratórios de referência da organização.

EFE fab/an

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