FAO conclui conferência sobre segurança alimentar na África

Nairóbi, 20 jun (EFE).- A 25ª Conferência Regional para a África da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) terminou hoje em Nairóbi com recomendações específicas que permitam garantir o fornecimento de alimentos no continente.

EFE |

Para otimizar a gestão dos recursos, as soluções potenciais estipuladas foram aumentar a produtividade mediante a expansão e o desenvolvimento de projetos de irrigação, aplicar o princípio da sustentabilidade à criação de infra-estruturas e investir no campo da pesquisa.

A FAO recomendou aos países africanos empreender reformas que reduzam custos, fortaleçam o marco legal, reduzam as tarifas externas e facilitem aos clientes o processo de compra, a fim de estimular o comércio interno africano.

O simpósio, que começou na segunda-feira passada, contou com a presença de 137 delegados de 37 nações da região e 55 observadores, entre eles representantes da ONU e de organizações internacionais e regionais, governamentais e não-governamentais.

O ato de encerramento foi presidido pelo presidente da Conferência, o ministro da Agricultura queniano, William Ruto, que leu as conclusões às quais chegaram os presentes e abriu um tempo de debate para possíveis modificações.

Os temas discutidos foram o incentivo da agricultura e uma melhor administração da água, com o objetivo de garantir às povoações africanas o acesso aos alimentos.

As organizações da sociedade civil consideraram que obter o primeiro dos Objetivos do Milênio -reduzir à metade o número de afetados pela fome até 2015- é impossível, já que, das mais de 854 milhões de pessoas que sofrem de desnutrição, 313 milhões vivem na África Subsaariana.

Na África, a fome mata por ano mais gente que a soma de mortos por aids, malária e tuberculose.

O diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, apelou aos países com recursos a cooperar com aqueles que disponham de tecnologia, capacidade de gestão e fontes de financiamento, a fim de dobrar a produção alimentícia mundial.

"Nos anos 1970, a África era exportadora de alimentos. Temos terra e água, mas atualmente apenas irrisórios 7% da terra estão sob irrigação, 4% da África Subsaaariana", esclareceu Diouf.

O presidente queniano, Mwai Kibaki, lembrou na quinta-feira que a conferência ocorreu em um momento em que todo o mundo, especialmente África, está sofrendo uma grave crise alimentícia, causada pela estagnação da produção agrícola, a alta do custo do petróleo e os efeitos da mudança climática.

O Quênia, como outros países africanos, enfrenta diariamente um drástico aumento nos preços dos produtos mais básicos, o que afeta a sobrevivência e o bem-estar dos membros mais vulneráveis de sua sociedade.

A Conferência aceitou por aclamação a proposição de Angola como país anfitrião para a 26ª sessão, que será realizada em 2010 em Luanda, capital desse país do sudoeste africano. EFE pa/db

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