Roma, 15 jan (EFE).- Uma equipe de especialistas da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) viajarão ao Haiti para avaliar os danos do terremoto no setor agrícola e na segurança alimentar do país.

O diretor da FAO, Jacques Diouf, informou hoje, em uma nota, que os especialistas do organismo farão parte de uma equipe da ONU que está se preparando para viajar ao Haiti.

A FAO, acrescenta a nota, "desempenhará também seu papel no trabalho de reabilitação e reconstrução durante as próximas semanas e meses".

"Continuaremos ajudando a produção alimentícia do Haiti, de modo que os devastadores efeitos do terremoto não aumentem a fome na capital e em outros lugares", acrescentou Diouf.

O diretor ressaltou "a necessidade urgente de restabelecer as infraestruturas dos pequenos camponeses e criar projetos de agricultura urbana para fornecer alimentos, esperança e tratamento às vítimas".

Mas acrescentou que "a prioridade a curto prazo é a de salvar vidas e oferecer assistência de saúde e abrigo".

Na nota, Diouf se mostrou "profundamente impressionado e entristecido pelo sofrimento e devastação de proporções apocalípticas" que está presenciando no Haiti.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.

Diferente do número do Exército, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, aumentou hoje o número de mortos para 17 - considerando as mortes de Luiz Carlos da Costa, funcionário da ONU, e de outro brasileiro que não identificou -, segundo informações da "Agência Brasil". EFE ccg/an

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