Fernando Mexía. Los Angeles (EUA), 29 mar (EFE).- A popular rede social de internet Twitter redefiniu para envios de mensagens curtíssimas a relação entre os famosos e seus fãs, em um fórum aberto do qual participam, entre outros, Demi Moore, Lance Armstrong e Yoko Ono.

O Twitter conseguiu passar ao largo das barreiras de segurança que protegem a vida privada de artistas e políticos da pressão da curiosidade dos fãs e seguidores, ao estabelecer uma via de comunicação pouco intrusiva.

Agora apenas um texto de, no máximo, 140 caracteres separa o dia-a-dia das mitificadas estrelas dos olhares do resto da população mundial.

"Operação/anestesia/jet lag (mudança brusca de fuso horário) = dói como um inferno", dizia esta semana o ciclista Lance Armstrong em seu canal do Twitter, após ser operado da fratura que sofreu na clavícula ao cair esta semana enquanto competia na Espanha.

O heptacampeão da Tour de France afirmava que passar tempo com os filhos ajudava-o na recuperação.

Enquanto isso, a atriz Demi Moore, de 46 anos, estrela de "Ghost", entre outros filmes, recomendava a um de seus quase 300 mil seguidores no Twitter que comprasse flores a quem ama.

Um ativo membro do Twitter é o atual marido dela, o ator Ashton Kutcher, de "Efeito borboleta", 15 anos mais jovem e que contava nesta semana a sua legião de "amigos" virtuais que supera 500 mil como se deliciava com uma salada em Nice, no sul da França.

Kutcher, além do texto, costuma completar seus comentários com fotos, algumas das quais mostrando ele e Demi Moore, "roubando" o papel dos paparazzi e sem vender nenhuma exclusiva.

Nesta semana mesmo, ele postou uma foto da mulher abaixada de biquíni, em Turks & Caicos, no Caribe.

A mesma rede social "roubou" a namorado do cantor e guitarrista John Mayer.

Isso porque se tornou um vício para ele e o motivo de seu rompimento com a atriz Jennifer Aniston, do seriado "Friends", que segundo a imprensa americana acabou com o namoro por estar cansada de ele passar tempo demais entretido com suas mensagens.

O Twitter, criado em 2006 pela empresa californiana Obvious, já é um fenômeno social especialmente nos Estados Unidos e, como ocorreu anos atrás com o Facebook, seu uso se espalha planeta afora.

Para se ter uma ideia, em fevereiro o Twitter superou os 7 milhões de usuários, após crescer quase 1.400% em 2008.

A lista de celebridades que aderiram a ele inclui as cantoras Britney Spears e Mariah Carey, os atores Ewan McGregor e Robin Williams, o jogador de basquete Shaquille O'Neal e a artista plástica e a viúva de John Lennon, Yoko Ono, de acordo com o site celebritytweet.com Através do Twitter, seus usuários podem falar com seus ídolos -pelo menos tentar-, mesmo não tendo a garantia de que o astro esteja do outro lado para responder, papel que muitas vezes passam a assessores.

E, como é comum em redes sociais, há casos de identidades falsas.

Outro declarado redator de "twitts" -como se chamam suas mensagens- é o ator Greg Grunberg, da série "Heroes", que emprega esta ferramenta para checar a opinião dos telespectadores do programa após cada capítulo.

Os políticos e os estrategistas dos partidos Democrata e Republicano também entraram no Twitter com a intenção de aumentar sua capacidade de influência.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tem uma conta nesta rede, assim como seu colega democrata e ex-vice-presidente Al Gore, atualmente mais conhecido pela luta contra a mudança climática.

Da mesma forma, também postam no Twitter os governadores republicanos da Califórnia -o ator Arnold Swcharzenegger-, e do Alasca -a ex-candidata a vice-presidente Sarah Palin. EFE fmx/jp

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