Cerca de 100 famílias participarão de encontros que estavam suspensos desde setembro de 2009

As Coreias do Sul e do Norte decidiram nesta sexta-feira promover um encontro entre famílias separadas há mais de 60 anos pela guerra entre os dois países.

As reuniões acontecerão entre os dias 30 de outubro e 5 de novembro em dois edifícios do complexo turístico do monte Kumgang, situado na Coreia do Norte e administrado pelos dois países, segundo a agência sul-coreana Yonhap.

A decisão anunciada põe fim às divergências entre delegados da Cruz Vermelha dos dois países.  Cerca de 100 famílias participarão das reuniões.

Os últimos encontros de famílias coreanas separadas pelo conflito que dividiu a península em duas aconteceu em setembro de 2009. As reuniões começaram a ser realizadas no ano 2000, após a histórica cúpula em Pyongyang entre o então presidente sul-coreano, Kim Dae-jung, e o líder norte-coreano, Kim Jong-il.

Durante esta década houve 17 eventos do tipo, que permitiram o reencontro de cerca de 20 mil coreanos dos dois lados da fronteira, geralmente idosos que não viam seus familiares havia mais de 50 anos.

As relações entre as duas Coreias atravessam um momento de ligeira melhoria, depois da tensão provocada pelo afundamento, em março, do navio de guerra sul-coreano Cheonan, em incidente que causou a morte de 46 marinheiros.

Seul assegura que a embarcação foi atingida por um torpedo de um submarino norte-coreano, o que Pyongyang nega. Os dois países se encontram tecnicamente em guerra depois que a Guerra da Coreia terminou em 1953 com a assinatura de um armistício em vez de um tratado de paz.

Com EFE e Reuters

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