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Famílias iniciam calvário psicológico para reconhecer vítimas em Madri

Madri, 21 ago (EFE).- A partir do momento que entram no local para onde foram levados os cadáveres das 153 vítimas do acidente aéreo em Madri, os parentes enfrentam um duro processo para o reconhecimento dos mortos, que os psicólogos definem como um verdadeiro calvário.

EFE |

Logo após entrar, os parentes são levados para uma das quatro salas instaladas para recebê-los, que estão divididas por ordem alfabética.

No local, há um psicólogo que tenta colocá-los a par da situação, após explicar que devem apresentar a maior quantidade de dados possíveis sobre o parente que procuram para facilitar a identificação dos legistas.

Um psicólogo dos serviços da Defesa Civil disse à Agência Efe que "qualquer dado" pode servir para a identificação do cadáver.

Uma tatuagem, uma prótese dental ou um simples anel, disso o especialista, podem ser pistas que depois são contrastadas com a informação dos legistas.

Algum familiar ou pessoa próxima deve se oferecer posteriormente como voluntário para ir ao pavilhão onde estão os cadáveres, e confirmar ou não a identidade da pessoa que a família está procurando.

Segundo uma testemunha disse à Efe, nesse pavilhão há cerca de cem cadáveres, que estão distribuídos com dois ou três metros de separação entre eles.

Em alguns casos, os parentes têm que reconhecer corpos mutilados, segundo a testemunha, que também afirma que alguns dos corpos estão em sacos de plástico.

No entanto, o "calvário psicológico", como definem alguns do pessoal médico que trabalha no lugar, começa quando a pessoa assume que perdeu um parente.

Dezenas de psicólogos, voluntários, médicos e assistentes sociais estão à disposição dos parentes em uma área especialmente instalada para atendê-los na parte superior de outro pavilhão do local. EFE nac/an

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