Famílias denunciam não ter informações dos marinheiros de navio desaparecido

Moscou, 19 ago (EFE).- Os familiares dos quinze tripulantes russos do Arctic Sea, o navio mercante sequestrado no Báltico e resgatado próximo de Cabo Verde, denunciaram hoje que as autoridades militares russas estão impedindo a comunicação com os marinheiros.

EFE |

"Apesar da libertação dos marinheiros e as notícias de que estariam voltando para o país, suas famílias nos alertam que nenhum deles pôde se comunicar com seus parentes", afirmou o Sindicato de Marinheiros da Rússia (SMR) em carta ao Governo russo.

A carta ressalta que, "levando em conta todo o ocorrido e o perigo que correram os integrantes da tripulação durante o sequestro do navio, seus parentes estão muito preocupados", segundo texto divulgado pela agência "Interfax".

Um porta-voz do SMR denunciou que nenhuma autoridade civil ou militar entrou em contato com os parentes, que pedem pelo menos imagens dos marinheiros para confirmar que estão realmente bem.

A embaixada da Rússia em Cabo Verde informou que o "Arctic Sea" e a embarcação de guerra russa "Ladny", que o recuperou na segunda-feira passada e deteve os seqüestradores, chegaram à ilha de Sal, onde um avião espera para levar os marinheiros de volta à Rússia.

No entanto, fontes militares revelaram a "Interfax" que os oito sequestrados e os marinheiros serão interrogados na própria ilha por uma equipe da procuradoria russa, para dar procedimento imediato ao caso do sequestro, antes de serem levados para Moscou.

As pouquíssimas informações sobre o enigmático desaparecimento do navio (28 de julho) e sua também misteriosa recuperação suscitam na imprensa suspeitas que transportava em segredo armas ou materiais radioativos e que estava implicado em uma operação de serviços secretos de vários países. EFE se/mai

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