Familiares de vítimas mantêm silêncio após reunião com encarregados de busca

Rio de Janeiro, 5 jun (EFE).- Familiares das vítimas do avião da Air France que caiu no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo se reuniram hoje na cidade de Recife com os oficiais que comandam as operações de busca do aparelho e retornaram ao Rio de Janeiro sem dar declarações.

EFE |

As 13 pessoas da comitiva, que representavam os familiares das 59 vítimas brasileiras da tragédia, se reuniram com os oficiais do Comando de Operações Militares da Marinha e da Força Aérea que foi montado em Recife (nordeste do Brasil) para coordenar os trabalhos de resgate.

A viagem foi uma iniciativa da Força Aérea perante os protestos dos familiares das vítimas pela falta de resultados na busca e pelas informações contraditórias dadas pelos militares.

Após se reunir com os encarregados da busca e com pilotos que sobrevoaram o possível local do acidente, os familiares deixaram o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (Cindacta) em Recife sem dar uma entrevista para dizer o que os militares tinham anunciado.

Os parentes, que partiram do Rio de Janeiro em um voo da Força Aérea Brasileira e retornaram nesta mesma sexta-feira à cidade, disseram que só falarão sobre suas impressões em torno da busca depois de se reunir com os parentes das outras vítimas.

Segundo o capitão de fragata Giucemar Tabosa, oficial do Centro de Comunicação da Marinha e o único que conversou com jornalistas sobre a visita dos familiares, os visitantes pretendem avaliar as informações com as pessoas que ficaram no Rio de Janeiro antes de dar alguma declaração.

Tabosa assinalou que o encontro foi positivo porque os familiares puderam conhecer os esforços que estão sendo feitos pelas Forças Armadas para buscar os restos tanto de passageiros como do aparelho, e as grandes dificuldades que estão enfrentando nesta operação.

Após cinco dias de busca, até agora não foi retirado do mar nenhum resto do avião acidentado nem foram achados rastros de corpos ou de sobreviventes.

Apesar dos pilotos militares dizem ter avistado desde terça-feira vários restos da aeronave, alguns materiais que foram retirados ontem de água por um helicóptero da Marinha não eram do Airbus A330-200, disse ontem à noite a Força Aérea.

A área de operações fica próxima às ilhas de São Pedro e São Paulo, formações rochosas desabitadas situadas a cerca de 704 quilômetros do arquipélago de Fernando de Noronha e a 1.296 quilômetros de Recife. EFE cm/ma

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