Familiares de vítimas de incêndio na Argentina apelarão de decisão judicial

Buenos Aires, 19 ago (EFE).- Familiares dos 193 mortos no incêndio de uma discoteca em Buenos Aires em 2004 prometeram hoje que vão apelar da decisão judicial que absolveu a banda de rock que fazia um show no local na noite da tragédia e deu penas menores às esperadas para outros acusados pelo incidente.

EFE |

"Certamente apelaremos da medida e vamos continuar brigando. A luta vai continuar até que as coisas mudem, não só a sentença", disse à imprensa José Iglesias, advogado no processo e pai de uma das vítimas do incêndio na discoteca República Cromañón em 30 de dezembro de 2004.

Iglesias disse que não se pode explicar por que motivo os músicos da banda de rock Callejeros foram absolvidos hoje.

O administrador do local, Omar Chabán, foi condenado a 20 anos de prisão, enquanto o empresário da Callejeros, Diego Argañaraz, e o ex-policial federal Carlos Rubén Díaz, responsável pela delegacia da zona da discoteca, receberam penas de 18 anos de cadeia.

Os juízes também condenaram a dois anos de prisão duas ex-funcionárias municipais que trabalhavam na área que outorgava as habilitações das discotecas na época da tragédia.

Raúl Villarreal, braço direito de Chabán, foi condenado a um ano de prisão em suspenso por ser considerado cúmplice de suborno, mas foi absolvido dos crimes de homicídio e dano doloso.

"Houve aqui 15 acusados. Isto é um escândalo. Não se fez justiça de nenhuma maneira", afirmou Iglesias, que disse se sentir "frustrado".

Martín Gutiérrez, advogado da banda de rock, considerou que "não havia outra possibilidade de gerar uma decisão judicial a partir da racionalidade, baseada nos fatos, na prova objetiva, sem a absolvição da Callejeros".

"Não acho que a absolvição será revogada na Câmara de Cassação Penal", apontou o advogado sobre o tribunal que revisará a decisão judicial. EFE nk/bba

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