Familiares de Jean Charles pedem julgamento transparente

LONDRES - Os familiares do imigrante brasileiro Jean Charles de Menezes, assinado a tiros por agentes da Scotland Yard em 22 de julho de 2005 em Londres, pediram transparência e abertura no julgamento do caso que começará em setembro.

Ansa |

Funcionários da Polícia Metropolitana, especialistas judiciários e membros da família de Menezes se reunirão na semana que vem na Corte de Southwark, no centro da capital britânica, para escutar as audiências preliminares.

O juiz encarregado do inquérito, Michael Wright, deverá considerar que extensão terá o julgamento e quais serão seus objetivos.

A família de Menezes pede que não só sejam examinados os acontecimentos em torno do assassinato de Jean Charles, 27 anos, mas também as praticas policiais por trás das operações de segurança antiterroristas da Scotland Yard.

Os policiais envolvidos no caso -- 42 agentes -- pediram para manter o anonimato durante os depoimentos. Neste grupo estão os dois policiais que atiraram contra o brasileiro no vagão do metro de Stockwell, zona sul de Londres.

O imigrante brasileiro, que trabalhava como eletricista, foi cravejado por sete balas na cabeça na manhã do dia 22 de julho de 2005. Um grupo de policiais alegou que o confundiu com o suicida Hussain Osman.

O fato aconteceu um dia após o fracasso de atentados com bombas a rede de transporte de Londres e duas semanas após os ataques contra três vagões do metro e um ônibus da cidade, que mataram 56 pessoas e deixaram outras 770 feridas.

A Scotland Yard foi multada no ano passado em US$ 350 mil por ter violado as leis de segurança e saúde, ainda que não tenha sido sancionado nenhum dos agentes que assinou Jean Charles.

Saiba mais sobre: Jean Charles

    Leia tudo sobre: jean charles

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG