Lagos, 4 jan (EFE).- Parentes de Umar Farouk Abdul Mutallab, o nigeriano acusado de tentar explodir um avião que seguia para Detroit no dia do Natal, viajarão esta semana para os Estados Unidos, onde vão acompanhar as audiências do terrorista, informa hoje o jornal Next.

"A família finalizou todos os preparativos para viajar a Detroit (EUA) e assistir ao julgamento de Umar Farouk, que começa em 8 de janeiro, segundo a informação que temos", disse um membro da família do acusado que pediu para não ser identificado.

Segundo o "Next", viajarão aos EUA o pai do acusado, Alhaji Umar Mutallab, que recentemente deixou a presidência do nigeriano First Bank PLC; a mãe e outros membros da família.

Umar Farouk, um estudante de 23 anos, está agora sob custódia das autoridades federais no estado de Michigan. Ele é acusado de tentar explodir um avião com 289 pessoas a bordo que voava de Amsterdã (Holanda) para Detroit.

A imprensa nigeriana, citando fontes da Presidência do país, também disse hoje que o pai do acusado não contou às autoridades que suspeitava dos possíveis contatos de seu filho com organizações terroristas, como já havia sinalizado anteriormente.

A única evidência conhecida, de acordo com os jornais, é que Mutallab foi à embaixada dos EUA comunicar o desaparecimento de seu filho. Porém, nesse contato, ele não deu nenhum tipo de informação sobre as afiliações ou o extremismo religioso de Umar Farouk.

Os nigerianos também estão preocupados com o fato de o país ter sido incluído na lista de nações cujos cidadãos terão de passar por revistas mais severas nos aeroportos americanos.

"O caso do jovem (Umar Farouk) não deveria ser utilizado para julgar os nigerianos ou para, de fato, criminalizar todos. Os nigerianos não são criminosos", disse ontem o ex-presidente Olusegun Obasanjo.

"O fato de um menino ter cometido um delito grave não quer dizer que todos os nigerianos são terroristas ou criminosos", afirmou. EFE de/sc

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