Família pediu segunda autópsia no corpo de Michael Jackson

Fernando Mexía. Los Angeles, 27 jun (EFE).- Um legista contratado pela família de Michael Jackson realizou neste sábado uma segunda autópsia no Rei do Pop enquanto a investigação oficial sobre sua morte continuou com o interrogatório do médico pessoal do cantor, Conrad Murray.

EFE |

Ao dia seguinte que as autoridades do condado de Los Angeles realizaram uma autópsia em Michael e à espera dos dados do teste toxicológico, a família encarregou um procedimento paralelo perante as dúvidas abertas sobre como o artista morreu.

O reverendo Jesse Jackson - que não tem parentesco com o cantor - assegurou que após passar a sexta-feira consolando a família encontrou os parentes do artista aborrecidos e frustrados pelo desenvolvimento dos eventos e o silêncio mostrado por quem foi durante anos o médico pessoal de Michael Jackson.

Desde quinta-feira passada Murray fez declarações em duas ocasiões perante os agentes do caso Jackson, a segunda esta mesma tarde, apesar de ter evitado se pronunciar publicamente sobre o ocorrido.

Os advogados do médico, que estava com Jackson quando sofreu a parada cardíaca que precedeu sua morte na quinta-feira, comentaram à rede de televisão "CNN" que seu cliente estava triste pela morte do cantor, mas que não tinha nada a esconder.

O resultado da autópsia particular poderia ser conhecido inclusive antes da realizada pelos legistas do condado, esperada para dentro de várias semanas.

Por sua parte, Deepak Chopra, médico amigo de Michael Jackson comentou que o artista sofreu durante grande parte de sua vida de lupus, uma séria doença que afeta o sistema imunológico e ratificou que a despigmentação da pele de Jackson se devia a que sofria de vitiligo, algo que realmente o incomodava.

"Foi muito ruim para ele que as pessoas pensassem que sempre quis ser branco e que estava desbotando sua pele, (mas) ele se identificava como uma pessoa negra e foi problemático para ele que os outros achassem que ele odiava sua própria raça", assegurou Chopra à revista "People".

A revista também publicou um comunicado do pai de Michael Jackson em nome da família do cantor no qual dizia que a morte de seu filho os tinha deixado "sem palavras e devastados", ao mesmo tempo em que agradecia as mostras de afeto dadas pelos admiradores em diferentes partes do planeta.

"Sentimos saudades de Michael infinitamente, nossa dor não pode ser descrita", afirmou o patriarca do clã.

"Queremos agradecer a seus fiéis seguidores e leais admiradores no mundo todo, a vocês que gostavam tanto de Michael. Por favor, não se desesperem porque Michael continuará vivo em cada um de vocês", manifestou.

A família ordenou esvaziar a casa alugada por Jackson no luxuoso bairro de Bel Air, palco de seu trágico final, por onde passaram hoje as irmãs do cantor, Janet e LaToya, para coordenar o recolhimento de móveis e utensílios com os caminhões de mudanças.

Os bens de Jackson e seus filhos foram transferidos para o domicílio familiar nos arredores de Los Angeles, segundo informou a "People".

O dia em Los Angeles foi especialmente intenso ao redor da estrela que leva o nome do artista na Calçada da Fama de Hollywood, uma área que teve que ser cercada por causa das centenas de pessoas que se aproximaram para prestar homenagem à memória do artista.

Família e Polícia local mantiveram conversas para viabilizar uma possível realização de um funeral público para oferecer aos fãs uma última ocasião para se despedir do cantor. EFE fmx/ma

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