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Família Jackson pede controle judicial do império do Rei do Pop

Fernando Mexía. Los Angeles (EUA.), 29 jun (EFE).

EFE |

- A família de Michael Jackson iniciou hoje os trâmites legais para controlar o império levantado pelo "Rei do Pop" e obter a tutela sobre os filhos do artista, únicos herdeiros, caso não exista um testamento.

A mãe do artista, Katherine Jackson, de 79 anos, apresentou um requerimento diante da Corte Superior do condado de Los Angeles para tomar as rédeas oficialmente sobre os assuntos do cantor, uma tarefa que os pais consideram sua.

"Estou muito orgulhosa do meu filho e o legado de Michael ainda continuará vivo, eu prometo", afirmou Joseph Jackson, de 80 anos e pai de Michael, em entrevista coletiva organizada hoje na frente de sua casa, em Los Angeles.

Joseph afirmou, além disso, que ele e sua esposa estão preparados para cuidar de seus netos.

"Amamos essas crianças, vamos cuidar deles, vamos dar a educação que eles devem ter, podemos fazer isso", disse o avô.

O primeiro passo sobre o assunto foi dado pela mãe de Jackson, ao solicitar a custódia legal de seus netos, que vivem com ela e seu marido desde o dia da morte do Rei do Pop.

O juiz Mitchell Beckloff marcou uma audiência oral para tratar do caso, no dia 6 de julho, e concedeu temporariamente a tutela sobre Michael Joseph Jackson Jr., conhecido como Prince Michael, de 12 anos, Paris Michael Katherine Jackson, de 11 anos, e Prince Michael II, de 7, aos avós.

O pedido apresentada por Katherine explica que as crianças "não têm relação com suas mães biológicas" e que mantêm "uma longa e afetuosa relação" com sua avó.

Os dois filhos maiores do artista são frutos de seu casamento com a enfermeira Deborah Rowe, com quem manteve uma relação de três anos e que legalmente poderia brigar pela custódia, como já fez em 2006.

Deborah conquistou a tutela sobre as duas crianças na época, mas uma regra extrajudicial devolveu o poder de seus filhos a Michael.

A solicitação da avó das crianças não especifica se Deborah está de acordo que Katherine seja a tutora legal das crianças.

O irmão mais novo foi concebido por uma mãe de aluguel desconhecida.

Os parentes de Jackson apressaram-se em reivindicar judicialmente a autoridade para tramitar o legado do cantor, que teria morrido sem deixar um testamento válido, segundo fontes da família, o que faria de seus três filhos os únicos herdeiros, como manda a lei californiana nestes casos.

No entanto, o advogado John Branca, que trabalhou para Michael durante anos, disse ter em seu poder um documento com a última vontade do artista, segundo informou o site especializado em celebridades "TMZ".

Branca teria a intenção de apresentar esse testamento diante do tribunal.

Joseph disse hoje, além disso, que ainda não decidiu a data do funeral e enterro de seu filho e explicou que o sepultamento demorará, até que sejam divulgados os resultados das autópsias, "sobretudo da segunda (a cargo da família)".

O pai de Michael declarou que não tinha falado ainda com o médico pessoal do cantor, Conrad Murray, que foi testemunha dos últimos momentos de vida do artista e, durante o fim de semana, rejeitou qualquer responsabilidade em sua morte.

Murray negou as acusações de que tivesse injetado calmantes em Michael pouco antes de sua morte e comentou que quando ele encontrou ao cantor, ele já não respirava, embora ainda tivesse pulso.

Fontes do "TMZ", que antecipou a notícia do estado crítico do artista e sua morte, indicaram que a hipótese de uma overdose de remédios é uma forte possível causa da morte de Michael.

As conclusões das análises toxicológicas realizadas pelas autoridades do condado de Los Angeles poderiam levar seis semanas, embora espera-se que autópsia a cargo da família revele seus resultados em um prazo mais curto. EFE fmx/pd

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