Família faz homenagem a diplomata morto no Haiti

A filha do diplomata Luiz Carlos da Costa, Anna Maria, e a mulher Cristina, fizeram nesta sexta-feira homenagens comoventes ao funcionário da ONU morto no terremoto que atingiu o Haiti no dia 12.

Agência Estado |

AP
Cristina da Costa, mulher do diplomata, participa do velório ao lado das filhas Anna Maria (esq) e Marianna

Cristina da Costa, mulher do diplomata, participa do velório ao lado
das filhas Anna Maria (esq) e Marianna

Durante cerimônia no Palácio do Itamaraty, no Rio, a filha disse: "Quando penso nele, penso na paz e o vejo como um presente para o mundo. Agora só podemos desejar a ele a paz que ele tanto lutou para trazer ao mundo." Costa era segundo na linha de comando da ONU no Haiti.

Cristina falou que, ao conhecer Luiz Carlos, teve "a certeza de que ele não era deste mundo, que ele era um anjo da guarda".

O corpo do brasileiro foi encontrado nos escombros da sede da ONU no Haiti, que ficou destruído no terremoto. Costa assumiu o cargo no Haiti em novembro de 2005, após ser indicado pelo então secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

Ele trabalhava na ONU desde 1969 e, atualmente, era o brasileiro que ocupava o mais alto cargo nas Nações Unidas em todo mundo.

O avião com o corpo de Costa chegou na manhã desta quinta-feira à Base Aérea do Galeão, onde desembarcaram também Cristina, e as filhas Anna Maria e Marianna, que moram em Nova York.

Na cerimônia de homenagem no Palácio do Itamaraty, participaram o representantes do governo brasileiro, membros da ONU, parentes e amigos do diplomata. O chanceler brasileiro, Celso Amorim, foi quem representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante a homenagem, Amorim disse que o subchefe da Minustah simboliza "o caminho para aqueles que desejam fazer o bem ao próximo" e sempre "será lembrado com muito orgulho".

O ministro também se referiu ao colega diplomata, de 60 anos, como "um exemplo" para todos os funcionários da ONU em missões de paz.

Já a subsecretária geral do Departamento de Apoio Logístico da ONU, a argentina Susana Malcorra, avaliou os 41 anos de serviço de Luiz Carlos na ONU, para quem ele trabalhou em missões de paz em países como Kosovo e Libéria. "A esperança de um mundo melhor existe por causa de seres humanos como ele", afirmou.

Após a cerimônia oficial, o velório foi aberto aos amigos e ao público em geral. O corpo será velado até as 17 horas desta quinta-feira e seguirá na sexta-feira para Nova York, nos EUA, onde será enterrado no sábado.

*Com informações da EFE

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