Família de soldado israelense sequestrado recebe carta

JERUSALÉM (Reuters) - A família de Gilad Shalit, soldado israelense raptado por militantes na Faixa de Gaza, recebeu uma carta escrita à mão pelo militar, disseram autoridades nesta segunda-feira. Shalit, que tinha então 19 anos, foi capturado em 25 de junho de 2006 por homens armados palestinos que entraram em Israel a partir de Gaza. Os únicos sinais de vida do soldado são uma carta em setembro de 2006 e uma fita de áudio divulgada pelo Hamas no último mês de junho.

Reuters |

A família de Shalit não estava disponível para comentar.

A divulgação da carta acontece em meio a um processo de negociação entre Israel e grupos militantes palestinos em Gaza mediado pelo Egito.

Uma autoridade do Hamas disse que a carta foi um gesto ao ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter, que se encontrou com os líderes dos grupos em uma viagem para a região em abril.

'A carta foi mandada em um gesto de boa vontade para o ex-presidente Jimmy Carter e para indicar a seriedade do Hamas e seu desejo de chegar a um acordo de troca de prisioneiros que encerrará o caso Shalit e atenderá os pedidos dos grupos palestinos que o sequestraram', disse Osama al-Muzaini à Reuters.

O Carter Centre disse em uma nota que havia recebido a carta em seu escritório em Ramallah no domingo e que a tinha passado para os pais de Shalit.

O Hamas, um dos três grupos militantes que reivindicam a autoria da operação na qual Shalit foi raptado, disse que não irá soltá-lo enquanto Israel não atender os pedidos de libertação de 1.400 prisioneiros palestinos, incluindo 350 condenados à prisão perpétua. Israel rejeitou estes termos.

O Hamas tomou o controle da Faixa de Gaza depois de expulsar forças leais ao presidente palestino Mahmoud Abbas.

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