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Família de palestino que feriu 19 diz que caso foi acidente

Parentes do palestino que foi morto na última segunda-feira depois que seu carro atingiu um grupo de israelenses em um ponto de ônibus em Jerusalém, negaram nesta terça-feira que o homem tenha promovido um ataque deliberado. Foi um acidente de carro.

BBC Brasil |

O veículo parou depois de atingir o muro", disse o pai do motorista, Mahmoud Mughrabi, à BBC em sua casa, que fica na parte leste de Jerusalém, ocupada por Israel.

"Meu filho foi assassinado, eles o mataram. Ele não cometeu um ataque terrorista", completou
Dezenove pessoas, a maioria soldados israelenses, ficaram feridas no incidente que aconteceu na zona central da cidade.

Após o incidente, o palestino Qassem Mughrabi, de 19 anos de idade, foi baleado e morto por soldados fora de serviço.

A polícia israelense, por outro lado, diz ter "100%" de certeza de que Mughrabi queria promover um ataque.

Segundo Shmuel Ben-Ruby, porta-voz da polícia, o possível motivo para o "ataque" seria o final de um romance.

Ben-Ruby afirmou que os investigadores teriam descoberto que Mughrabi, que não tinha antecedentes criminais, "queria se casar com uma prima, mas quando ela se recusou a fazê-lo, decidiu empreender o ataque".

Parentes confirmaram a história, mas afirmaram que Mughrabi havia dito a eles que ele estava saindo com amigos e que voltaria logo. Ele teria então pego a BMW de seus irmão e saído dirigindo.

Segundo o pai dele, Mughrabi, no entanto, não tinha carteira de motorista e não sabia dirigir adequadamente.

Ataques com veículos
As forças de segurança israelenses estão preocupadas com ataques feitos com veículos desde que um empregado da construção civil palestino usou uma escavadeira para promover um ataque que matou três pessoas em Jerusalém, no último mês de julho.

Outro ataque parecido aconteceu três semanas depois, também em Jerusalém, e feriu dez pessoas.

Nas duas ocasiões os motoristas foram mortos a tiros.

Demolição de casas
Comentando o incidente da última segunda-feira, o ministro da Defesa Ehud Barak afirmou que Israel deve acelerar o processo para demolir as casas dos palestinos envolvidos nos ataques.

"Nós temos que tomar uma ação legal para acelerar este processo, para que possamos entrar em ação logo depois dos ataques e deter potenciais terroristas", disse.

As famílias dos três envolvidos nos incidentes com veículos em Jerusalém - incluindo a de Mughrabi - ganharam em tribunais israelenses o direito de não terem suas casas demolidas.

Entidades defensoras dos direitos humanos afirmam que a demolição de casas é ineficiente e ilegal, violando o princípio de que uma pessoa não pode ser punida pelo crime de outra.

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