Família de Jean Charles pede revisão dos limites do júri

Londres, 2 dez (EFE).- A família de Jean Charles de Menezes pediu hoje uma revisão judicial dos limites impostos pelo juiz ao júri, que deverá se pronunciar sobre a morte do jovem brasileiro, ocorrida em Londres em 22 de julho de 2005.

EFE |

O Tribunal Superior de Londres decidirá amanhã se aceita o pedido da família, que, caso ratificado, ajudará na detenção provisória do processo judicial em curso, indicou à Agência Efe o porta-voz da família de Jean Charles, Assad Rehman.

O juiz encarregado da investigação disse hoje ao júri do caso que não poderá emitir um veredicto de homicídio por imprudência.

O magistrado Michael Wright limitou a decisão do júri popular a duas opções, homicídio involuntário ou veredicto inconcluso, já que, a seu parecer, o outro tipo de crime, que abriria a porta a um processo criminal, "não se justifica" pelas provas apresentadas.

A família de Jean Charles considerou "escandalosa" a decisão do juiz, que, segundo Rehman, representa "limitar a capacidade do júri de emitir um veredicto livremente".

Além de limitar a decisão do júri, o magistrado pediu a seus membros que respondessem com um simples "sim" ou "não" uma série de perguntas sobre o fato, como, por exemplo, se acham que os agentes identificaram Jean Charles antes de atirar ou se o brasileiro se levantou de seu assento antes de ser rendido.

Segundo Rehman, a família, presente na audiência de hoje, interpretou esta incomum iniciativa do juiz como mais uma tentativa de "impedir o júri de dar sua opinião sobre o ocorrido". EFE jm/rr

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