Família de Gilad Shalit recebe carta do soldado israelense

Jerusalém, 9 jun (EFE) - A família do soldado israelense Gilad Shalit, em poder da milícia islâmica Hamas há dois anos, recebeu hoje uma carta na qual o jovem implora que o libertem, informou seu pai, Noam. Há muitos indícios que apontam que a carta é autêntica. Traz uma mensagem de Gilad na qual nos roga, nos implora que façamos tudo o que pudermos para que o deixem em liberdade, disse Noam Shalit à imprensa local.

EFE |

A família acredita que a carta foi escrita recentemente pelo jovem cabo.

O documento foi entregue à família através do Secretariado Geral do Centro Carter, dedicado ao ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter, o qual visitou a região em abril.

A carta responde a um dos compromissos contraídos pelos dirigentes do Hamas - cujo braço armado foi uma das três milícias que capturou Shalit em junho de 2006 - perante Carter durante essa visita.

Esta é a terceira carta que o Hamas entregou à família do jovem soldado, capturado em sua base em Israel através de um túnel subterrâneo escavado a partir de Gaza, o que originou uma dura incursão militar israelense na Faixa.

A segunda mensagem foi entregue em meados de fevereiro deste ano, enquanto em junho de 2007, por ocasião do primeiro ano de cativeiro, o Hamas divulgou uma mensagem de áudio de Shalit na qual afirmava que precisava ser levado urgentemente a um hospital.

O pai do militar criticou hoje a falta de resultados por parte do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, em suas tentativas de libertar seu filho e reconheceu que, "por enquanto", não vê "nada de novo que possa devolver Shalit para casa".

As milícias palestinas pretendem trocar o soldado por mil presos palestinos, enquanto Olmert quer incluir sua libertação no marco de um acordo de cessar-fogo temporário em Gaza, o qual atualmente negocia com as milícias palestinas com mediação egípcia.

O Hamas insiste em que Shalit tem "um preço extra" e, por isso, sua libertação deve ficar de fora deste acordo de trégua, pelo qual Israel suspenderia o cerco e deteria suas operações militares na Faixa em troca do fim do lançamento de foguetes a partir de Gaza e contra o sul de Israel. EFE ap/db

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