Família de engenheiro morto no Peru acredita em envenenamento

Ao iG, sobrinho de Mário Bittencourt diz que corpo passará por autópsia em Belo Horizonte para determinar causa da morte

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Reprodução/Google Maps
Bagua fica a 1067 quilômetros de Lima, capital do Peru
A família do engenheiro Mário Bittencourt, encontrado morto no norte do Peru na semana passada, acredita que ele possa ter morrido por causa de um envenenamento. O corpo dele e do colega da Leme Engenharia Mário Guedes foram encontrados na semana passada sem sinais de violência e com todos os seus pertences. Eles estavam na Região de Jaén, a 800 quilômetros de Lima, estudando a viabilidade da implantação de uma usina hidroelétrica.

De acordo com o sobrinho de Bittencourt, Felipe Bittencourt, a família quer saber a causa da morte e descarta a hipótese de que os engenheiros tenham morrido em decorrência da altitude ou por hiportermia.

“Foi divulgado erroneamente pela imprensa que a altitude era de 2.800 metros, quando, na verdade, é de 800 metros. Além disso, a temperatura à noite no local era de 18 graus. Esperamos um resultado positivo por envenenamento”, afirmou o sobrinho do engenheiro ao iG .

O corpo de Mário Bittencourt deve chegar a Belo Horizonte na tarde desta segunda-feira e o enterro está previsto para acontecer na manhã de terça na Região Oeste da capital mineira. O colega de Bittencourt, Mário Guedes, foi enterrado na tarde de domingo em São Paulo.

Felipe Bittencourt informou também que o corpo do tio deve passar por autópsia em Belo Horizonte, a pedido da família. A empresa Leme Engenharia informou que providenciou um perito brasileiro para acompanhar o caso. Foram coletados tecido e sangue dos engenheiros para análises de laboratório, cujo resultado deve ficar pronto em um mês.

O sobrinho do engenheiro contou que a família foi informada pela empresa Leme Engenharia 27 horas após o desaparecimento. O último contato da dupla de engenheiros foi na segunda-feira passada, 25 de julho.

A imprensa do Peru chegou a noticiar a hipótese de que eles teriam sido mortos por camponeses contrários à implantação da usina hidroelétrica no local. Como os corpos não tinham qualquer sinal de violência, a tese de assassinato foi afastada, inicialmente, pela polícia do Peru.

"Se existia um conflito, tudo é suposição. Não sabemos se teremos respostas, mas queremos saber a causa da morte", disse Felipe Bittencourt.

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