Família de americana presa pede para Irã baixar fiança

Governo do Irã impôs uma multa de US$ 500 mil (quase R$ 862 mil) para libertar americana Sarah Shourd

iG São Paulo |

AP
Foto de 20/05/2010 mostra, da esq. para a dir., os americanos Shane Bauer, Sarah Shourd e Josh Fattal no hotel Esteghlal Hotel, Irã. Eles estão detidos no Irã desde 2009
A família de um dos três americanos acusados de espionagem e detidos por mais de um ano pediu ao Irã que diminua a fiança de US$ 500 mil (quase R$ 800 mil) estabelecida para sua libertação, disse o advogado de defesa nesta segunda-feira.

Autoridades afirmaram na semana passada que Sarah Shourd seria libertada no sábado, mas a Justiça iraniana suspendeu a liberação no último momento, dizendo que o processo legal não havia sido completado.

O promotor de Teerã, Abbas Jafari Dolatabadi, disse que Sarah será autorizada a deixar o Irã depois que a fiança de US$ 500 mil for paga.

Mas o advogado de defesa Masoud Shafie disse à Reuters que a família dela "parece ter problemas para levantar o dinheiro da fiança e que a embaixada suíça está pedindo ao Judiciário para diminuir o valor ou suspendê-lo".

Questionado sobre a resposta do Irã ao pedido, Shafie afirmou: "Ainda não sabemos."

Sarah e os também americanos Shane Bauer e Josh Fattal foram presos perto da fronteira do Irã com o Iraque em julho de 2009.

O Irã alega ter evidências de que eles têm ligação com os serviços de inteligência estrangeiros. As famílias dos americanos dizem que eles estavam num passeio pelas montanhas no norte do Iraque quando foram presos.

Jornalista libertada

Uma jornalista e militante dos direitos humanos iraniana, que corria o risco de ser condenada à morte pela acusação de ser "inimiga de Deus", foi libertada no domingo sob fiança depois de passar nove meses detida, informou um site de oposição ao governo.

"Shiva Nazar-Ahari foi libertada da penitenciária de Evine depois de pagar uma fiança de cinco bilhões de rials" (US$ 500 mil), afirmou o portal Kaleme.com.

Nazar-Ahari, de 26 anos, foi acusada pela justiça de ser uma "moharebeh" (inimiga de Deus) por supostos vínculos - que ela negou - com a Organização dos Mujahedines do Povo do Irã (OMPI), o principal movimento de luta armada contra o regime de Teerã.

Militante ativa dos direitos humanos, Nazar-Ahari foi detida pela primeira vez pouco depois da polêmica reeleição do presidente Mahmud Ahmadinejad, em junho de 2009, que desatou uma onda de manifestações em todo país.

Solta sob fiança após três meses, ela voltou a ser detida em dezembro, quando pretendia comparecer ao funeral do aiatolá Hossein Ali Montazeri, que foi ligado ao aiatolá Khomeini no início da Revolução Islâmica e mais tarde virou um símbolo da resistência ao governo.

*Com Reuters e AFP

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