Faltam geladeiras para cadáveres em Gaza

Gaza, 29 dez (EFE).- A Faixa de Gaza sofre uma grave carência de remédios, sangue e câmaras frigoríficas para conservar os cadáveres após três dias de uma ofensiva aérea israelense que já deixou 345 mortos e mais de 1.

EFE |

600 feridos.

"Sofremos um enorme escassez de remédios" denunciou em comunicado Moawiya Hasanein, chefe dos serviços de emergência de Gaza, precisando que faltam na faixa "mais de 150 tipos de remédios" necessários para atender aos feridos.

Além disso, não há suficientes leitos de hospital, nem sangue para transfusões, nem câmaras frigoríficas para conservar os cadáveres, pelo que pediram à população que vá aos hospitais a recolher seus parentes mortos.

Segundo Hasanein, "30% dos mortos são civis e 40% dos feridos são mulheres e crianças".

Três dos principais hospitais foram danificados nos ataques e os serviços de ambulâncias operam com 50% de sua capacidade devido a falta de pessoal e equipamentos médicos, informou em seu site o Centro de Mídia Internacional do Oriente Médio (Imemc).

Segundo disse à Agência Efe da localidade de Beit Hanoun (norte de Gaza) Alberto Arce, colaborador espanhol do movimento "Free Gaza" a situação nos hospitais é "muito ruim".

"O hospital de Shifa (em Gaza capital) está em absoluto colapso e, desde que bombardearam no sábado uma mesquita próxima, todos seus cristais foram substituídos por plásticos", declarou.

"Nos hospitais dos campos de refugiados a situação é um pouco melhor, não se vê tanto sangue nem corredores repletos de feridos como em Shifa, mas é porque estes centros só têm capacidade de proporcionar atendimento primário", pelo que os feridos mais graves não recorrem a eles, explicou.

Segundo Arce, "no hospital de Beit Hanoun nos disseram que não têm capacidade para acolher mais de dez feridos ao longo de toda a noite, embora também tenham dito que suas ambulâncias farão o possível para assistir às vítimas se houver novos ataques".

A comandante Avital Leivovitz, porta-voz do Exército israelense, disse à Efe que, tanto ontem quanto hoje, se permitiu a entrada em Gaza de caminhões com ajuda, alimentos e remédios.

"Não temos nenhum limite da quantidade de medicina e de alimentos que permitimos passar: estamos deixando entrar tudo o que enviam as organizações humanitárias", assegurou a porta-voz militar. EFE sa'ar-aca-amg/jp

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