Falta de saneamento público afeta mais da metade dos brasileiros, diz FGV

Rio de Janeiro, 4 nov (EFE) - Mais da metade dos brasileiros não tem acesso aos serviços de saneamento básico, revelou um estudo divulgado hoje pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Segundo o relatório Saneamento, Saúde e o Bolso do Consumidor, o déficit nesta área afeta 50,56% da população e só um terço das valas negras é tratada. A investigação se baseou em dados referentes em 2007, afirmou o coordenador da pesquisa, Marcelo Neri. O estado com o pior saneamento é Amapá, na região amazônica, com um déficit de 97,36% nestes serviços. Já o sudeste goza do melhor sistema de saneamento, ocupando quatro das cinco primeiras colocações. A lista é liderada por São Paulo, com um déficit de 14,44%, seguido de Distrito Federal, com 19,83%, Minas Gerais, com 25,13%, Rio de Janeiro, com 32,85%, e Espírito Santo, com 45,46%.

EFE |

Segundo Neri, embora os dados estejam "longe do ideal", este déficit diminuiu notavelmente no último ano, pois, em 2006, 53,23% dos brasileiros não tinha acesso ao saneamento.

Neri disse que o aumento dos investimentos públicos e privados ajudou a reduzir o déficit por este conceito.

Ele destacou também que, para universalizar o serviço, o investimento atual do Governo deveria ser cinco vezes maior, até R$ 50 bilhões.

Neri explicou que se o ritmo de redução registrado durante 2007 fosse mantido, em 25 anos o déficit seria a metade do atual. EFE jrt/db

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