Falta de mão-de-obra freia empresas em emergentes, diz relatório

Um levantamento realizado pela consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU, na sigla em inglês) afirma que executivos acreditam que o principal empecilho para o crescimento de suas empresas nos países emergentes é a falta de mão-de-obra qualificada. Mais de 1,3 mil executivos foram ouvidos no levantamento, que é um dos maiores já realizados sobre como as empresas avaliam as condições que enfrentam para fazer negócios em 15 países emergentes, entre eles o Brasil.

BBC Brasil |

Quase um em cada quatro executivos, 23% deles, diz acreditar que a falta de mão-de-obra qualificada é um grande problema para suas empresas nesses países.

Cerca de 75% dizem acreditar que esse é pelo menos um empecilho de importância moderada.

Além da falta de mão-de-obra qualificada, os executivos também apontaram preocupação com a instabilidade política e a falta de solidez macroeconômica nos países pesquisados ao dizer que esses fatores impedem o crescimento de suas empresas.

Otimismo

O levantamento da EIU foi detalhado no relatório Ahead of the game: Succeeding in emerging markets ("Na Frente no Jogo: Tendo Sucesso em Mercados Emergentes", em tradução livre).

O documento apresenta também uma explicação dos executivos para o sucesso de empresas que operam em países em desenvolvimento.

Mais da metade deles (56%) diz que o segredo do sucesso é a qualidade de seus produtos ou serviços.

Preços competitivos e o forte apelo da marca foram considerados os fatores mais importantes por 41% e 24% dos ouvidos, respectivamente.

Os executivos mostraram otimismo em relação às perspectivas de bons negócios nos países emergentes. A maioria deles (87%) diz acreditar que as receitas de suas empresas vão crescer nesses países nos próximos dois anos e 79% afirmam que seus lucros vão aumentar.

Eles também enxergam uma tendência de queda dos riscos para se fazer negócios em todas as regiões pesquisadas como um todo, com algumas exceções individuais em certos países.

A pesquisa, realizada na África do Sul, em Angola, na Arábia Saudita, no Brasil, na China, no Chile, no Egito, nos Emirados Árabes Unidos, na Índia, no México, na Nigéria, na Polônia, na Rússia, na Tailândia e na Turquia, foi patrocinada pela empresa britânica BT, do setor de telecomunicações.

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