Nova Délhi, 21 mai (EFE).- Às vésperas da posse de Manmohan Singh para um segundo mandato como primeiro-ministro da Índia, as conversas sobre a repartição de ministérios ficaram estagnadas entre os dois principais aliados do Partido do Congresso, vencedor das últimas eleições.

O Congresso Trinamool e o Dravida Munnetra Kazhagam (DMK), representantes dos estados de Bengala (leste) e Tâmil (sul), ameaçaram inclusive abandonar virtualmente a coalizão do Governo da UPA (Aliança Progressista Unida), liderada pelo Partido do Congresso de Sonia Gandhi, segundo as agências indianas.

O Trinamool, com 19 cadeiras, e o DMK, com 18, são os dois principais aliados do partido de Gandhi, que conquistou 206 assentos nas eleições legislativas.

Com a maioria absoluta representada pela UPA e por um grupo de independentes, Singh recebeu na quarta-feira da presidente indiana, Pratibha Patil, a tarefa de formar Governo.

Uma reunião de Singh e Patil prevista para hoje foi cancelada, em meio a duras negociações entre representantes do Partido do Congresso e líderes de seus aliados de Bengala e Tamil Nadu.

O DMK "dará apoio ao Governo de fora" da UPA, anunciou o líder do grupo parlamentar tâmil, T.R. Baalu, à imprensa após as negociações, enquanto o chefe do partido, M.Karunanidhi, voltava a Chennai para uma reunião amanhã do Executivo.

"Estão pedindo demais. Deveriam ser mais razoáveis", respondeu o porta-voz do partido de Gandhi, Janardhan Dwivedi. EFE ja/db

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