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Falta de acordo sobre clima seria imperdoável , diz secretário da ONU

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse nesta terça-feira que a falta de um acordo sobre o aquecimento global em um encontro sobre o tema em Copenhague, em dezembro, seria moralmente imperdoável. A expectativa é de que, na reunião em Copenhague, os países cheguem a um consenso sobre um novo tratado que irá substituir o protocolo de Kyoto, que estabelece as atuais metas de redução de gases do efeito estufa e que expira em 2012.

BBC Brasil |

Ban fez a declaração desta terça-feira em uma cúpula especial da ONU em Nova York, diante de cerca de cem líderes mundiais, na qual pediu uma ação urgente para conter as mudanças climáticas e disse que as negociações para a redução das emissões de gás carbônico estão avançando muito lentamente.

Para Ban, a cúpula em Nova York é uma tentativa de injetar ânimo nas negociações sobre o clima, que atualmente estão emperradas.

"Suas decisões terão consequências", afirmou. "O destino das futuras gerações, e as esperanças e o sustento de bilhões de pessoas hoje em dia estão, literalmente, nas mãos dos senhores."
China
As discussões para Copenhague continuam emperradas porque os países ricos evitam se comprometer a cortar emissões em um nível considerado satisfatório para evitar o perigo do aquecimento global, enquanto que os países pobres se recusam a aceitar limites de emissões alegando que isso prejudicaria seu desenvolvimento econômico.

Nesse contexto, o papel da China é crucial porque o país é não apenas é uma economia emergente, mas também um grande poluidor.

O presidente chinês, Hu Jintao, disse durante a cúpula em Nova York que os países desenvolvidos precisam levar em conta as necessidades dos países em desenvolvimento e ajudá-los a usar mais tecnologias de produção de energia mais limpas.

Hu prometeu que a China iria ampliar seus esforços para uso eficiente de energia - para que seja emitido menos carbono por unidade de energia gerada - e reduzir as emissões de gases poluentes.

A China já ultrapassou os Estados Unidos como o maior mercado de energia eólica - gerada a partir de vento - e é uma potência crescente em energia solar.

A União Europeia é responsável por 14% das emissões, seguida pela Rússia e Índia, com 5% cada.

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