Falta de acordo detalhado pode levar à violência, diz ministra israelense

Jerusalém, 21 ago (EFE).- A falta de um acordo detalhado com os palestinos poderia levar à violência, disse hoje a ministra de Assuntos Exteriores israelense, Tzipi Livni, em uma conferência na Associação de Imprensa Estrangeira em Jerusalém.

EFE |

"Qualquer tentativa de superar os desacordos entre Israel e os palestinos que não seja um acordo detalhado poderia derivar em confrontos violentos", disse a ministra, que dirige a equipe de negociação israelense desde que as conversas foram relançadas, na cúpula em Annapolis (EUA), em novembro do ano passado.

A ministra de Exteriores apostou em se concentrar no conteúdo do acordo, em lugar de buscar que seja alcançado no prazo determinado em Annapolis, ou seja, antes do fim deste ano.

Livni apontou o movimento islâmico Hamas, que governa na Faixa de Gaza, como o principal obstáculo nos esforços dos palestinos para constituir seu próprio Estado.

Também se referiu ao direito de retorno a território israelense de mais de 4 milhões de refugiados palestinos, exigência dos dirigentes palestinos e que a ONU reconhece, mas que Israel se nega a conceder, já que poderia representar uma mudança demográfica em seu Estado que acabaria com seu caráter judaico.

A questão do direito a retorno dos refugiados palestinos "não pode coincidir com a noção de uma solução de dois Estados e menospreza o status de Israel como um Estado judaico", disse.

Livni, que aparece como favorita nas primárias do partido Kadima que acontecerão em meados de setembro, se mostrou a favor da formação de um Governo de união nacional, sem necessidade de convocar eleições legislativas.

Se vencer as primárias, Livni poderia ser a sucessora do atual primeiro-ministro, Ehud Olmert, caso consiga manter o apoio necessário para governar.

Caso contrário, seria obrigada a convocar eleições nas quais o Kadima, segundo as pesquisas, ficaria atrás do direitista Likud, liderado por Benjamin Netanyahu.

Olmert anunciou a convocação das primárias em seu partido e afirmou que não apresentará candidatura após o envolvimento em vários escândalos de corrupção, pelos quais ainda não foi processado, mas está sendo investigado. EFE aca/an

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