Falha técnica teria causado acidente em metrô de Washington

WASHINGTON - As primeiras investigações sobre as razões do acidente ocorrido, nesta segunda-feira, no metrô de Washington, apontam para uma falha técnica e não humana, informaram as autoridades locais, nesta terça. De acordo com a prefeitura, ao menos sete pessoas morreram na colisão de trens, mas o corpo de bombeiros havia confirmado nesta manhã nove mortos.

Redação com agências internacionais |


Reuters
Investigadores examinam local do acidente
Segundo alguns veículos de imprensa, o trem que bateu no que estava parado era de um modelo antigo que deveria ter sido substituído e que precisava ter passado por uma revisão em seus freios há dois meses.

De acordo com o prefeito de Washington, Adrian Fenty, a batida foi tão violenta que o trem que colidiu ficou reduzido a um terço de seu tamanho.

O acidente aconteceu às 17h10 locais (18h10 de Brasília) desta segunda-feira, em um ponto da rede de metrô no qual os trens circulam sobre a terra antes de entrar na via subterrânea.

Investigação

As autoridades continuam trabalhando no lugar do acidente para verificar se há mais corpos presos nas ferragens e determinar qual foi a causa do acidente, no qual cerca de 70 pessoas ficaram feridas.

Os dois trens que bateram, compostos por seis vagões cada, costumam circular em piloto automático e são dirigidos eletronicamente a partir de uma central de operações.

Entretanto, as composições exigem também a presença de um condutor que possui um computador na cabine e tem a capacidade de agir em caso de acidente.

No entanto, segundo a imprensa local, os passageiros do segundo vagão não escutaram os freios em nenhum momento antes do impacto.

Por isso, se investiga por que o sistema automático não funcionou e por que a condutora do trem que bateu, Jeanice McMillan, não ativou o freio de emergência.

McMillan, de 42 anos, foi uma das vítimas fatais do acidente e era uma das condutoras com menos experiência do metrô de Washington, no qual começou a trabalhar em 2007.

As autoridades ainda não esclareceram se o trem estava em modo automático ou manual, nem a velocidade na qual viajava - o limite é de 93 km/h.

Resgate

O chefe do Corpo de Bombeiros de Washington, Dennis Rubin, relatou que as equipes de resgate estão trabalhando com equipamentos pesados para abrir os vagões na busca de sobreviventes.

Além disso, também há buscas na vegetação do entorno do local do acidente, no caso de alguma vítima ter sido lançada para fora do trem por causa do impacto.

Por enquanto, o número de vítimas não é definitivo, já que o Corpo de Bombeiros e a porta-voz do metrô, Candace Smith, informaram sobre nove vítimas fatais. O prefeito Adrian Fenty informou oficialmente sobre sete mortos e duas pessoas em estado grave.

Está previsto que Fenty dê mais detalhes ainda hoje sobre a evolução das investigações do acidente, considerado o mais grave nos 33 anos do metrô de Washington.

Histórico

Em 1996, um trem da linha vermelha, a mesma pela qual circulavam as composições acidentadas ontem, ultrapassou a estação final e colidiu com vagões parados. O motorista morreu.

Em novembro de 2004, outro trem da linha vermelha que ia marcha à ré se chocou contra outro em uma estação do centro da cidade, no qual ficaram feridas 20 pessoas.

Outro acidente ocorreu em 1982 devido a um alinhamento incorreto, o que provocou a entrada de um trem na via incorreta, matando três passageiros.

O presidente americano, Barack Obama, se mostrou "consternado pelo acidente" e transmitiu sua solidariedade aos familiares das vítimas.

O secretário de Transporte dos Estados Unidos, Ray LaHood, expressou suas condolências ao diretor do metrô de Washington, John Catoe, e ofereceu a assistência de seu Departamento.

As autoridades da capital americana pediram ao Departamento de Defesa auxílio para a limpeza da zona, para onde se deslocaram equipes da Guarda Nacional.

As identidades dos mortos não serão divulgadas até que as autoridades se ponham em contato com suas famílias, disse Cathy Lanier, chefe do departamento de Polícia.


(Com informações da BBC e da EFE)


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