Falece Sergey Mikhalkov, autor da letra dos hinos soviético e russo

Moscou, 27 ago (EFE).- Sergey Vladimirovich Mikhalkov, escritor infantil e autor da letra dos hinos da URSS e da Rússia pós-soviética, faleceu hoje aos 96 anos, informaram fontes da família à agência oficial Itar-Tass.

EFE |

O dramaturgo, autor de numerosas fábulas, obras de teatro e comédias satíricas, agraciado com numerosos títulos e condecorações soviéticas e russas, faleceu em uma clínica moscovita.

O escritor, pai dos diretores de cinema Andrei Konchalovski e Nikita Mikhalkov - ganhador de um Oscar, entre outros prêmios -, tinha sido internado em fevereiro no Hospital Clínico Central de Moscou devido a "uma insuficiência cardíaca aguda".

Mikhalkov, que liderou durante muitos anos a União de Escritores da URSS, foi agraciado com a Ordem de Stalin por escrever em 1944 a letra do novo hino da URSS, que louvava ao líder comunista.

Depois da morte de Stalin em 1953 e a condenação de seu culto à personalidade no XX Congresso do Partido Comunista, o hino se interpretou sem letra até 1977 quando, depois de aprovada a nova Constituição soviética, Mikhalkov escreveu uma nova versão da letra, que não menciona o ditador.

A desintegração da URSS em 1991 deixou a nova Rússia sem hino até que em 2000 o segundo presidente russo, Vladimir Putin, decidiu recuperar a música do hino soviético e aprovou nova letra, também de Mikhalkov.

Em seu 95º aniversário, dia 13 de março de 2008, Mikhalkov foi homenageado no palco do emblemático Teatro Bolshoi de Moscou com um ato solene cuja direção de arte foi de responsabilidade de seu filho mais velho, Andrei Konchalovski.

O escritor foi saudado pelo presidente Putin, enquanto seu filho mais novo, Nikita Mikhalkov, estreou na televisão estatal um documentário sobre seu pai.

O próprio Sergey Mikhalkov escreveu em sua autobiografia: "Nasci na Rússia czarista. Aos quatro anos vivi a revolução, fui testemunha da criação da URSS e, aos 78 anos, da desintegração do Estado ao que servi com convicção durante toda minha vida".

"Vivi muito, mas não como testemunha e sim como participante ativo em todos os eventos", manifestou. EFE se/fk

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