Faixa de Gaza lembra um ano da tomada do território em ambiente de calma

Gaza, 14 jun (EFE).- O primeiro aniversário da tomada da Faixa de Gaza pelo movimento islâmico Hamas foi marcado hoje pela calma e pela expectativa da resposta de Israel a uma oferta de trégua para colocar fim a um ano de isolamento e escassez para a população.

EFE |

Havia hoje forte presença policial nas ruas da Faixa da Gaza, mas nem todos sabiam a que dizia respeito e alguns até chegaram a pensar que era devido às provas finais na escolas.

Efetivamente, em 14 de junho de 2007, ao cair a noite, as forças do Hamas concluíram a tomada da Faixa de Gaza das mãos dos agentes leais ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, após uma revolta que durou seis dias e que abalou os alicerces do povo palestino.

Naquela noite, o Hamas tomou a residência de Abbas no litoral mediterrâneo de Gaza, após negociar com os guardas e pedir que saíssem do local sem oferecer resistência.

Isso deu ao movimento islâmico pela primeira vez o controle da Faixa de Gaza, de 330 quilômetros quadrados e com 1,5 milhão de habitantes.

Para os nacionalistas do Fatah, liderado por Abbas, a revolta foi um "golpe de Estado", e desde então o presidente da ANP exigiu que o Hamas devolvesse a Faixa de Gaza como condição para qualquer processo de reconciliação.

Após uma tentativa no Iêmen sem resultados, há alguns meses, representantes dos dois grupos se sentaram em uma mesma mesa no fim de semana passado, no Senegal.

Segundo fontes de segurança, a reforçada presença de forças policiais hoje em Gaza era para impedir qualquer ato de protesto por parte de militantes do Fatah.

O levante custou a vida de cerca de 400 palestinos, na maioria membros das forças de segurança da ANP, no que, para muitos, foi uma vingança dos islamitas por anos de "repressão" em Gaza.

Um membro do Fatah em Gaza disse hoje - sob a condição de não ser identificado - que não estão sendo preparados atos por ocasião do "golpe", devido ao temor de que a represália do Hamas deixasse mortos, como na "concentração de lembrança a Yasser Arafat em novembro".

Imediatamente depois da revolta, o presidente da ANP depôs o Governo de união nacional comandado pelo líder do Hamas, Ismail Haniyeh, que tinha vencido o Fatah por ampla margem nas eleições democráticas um ano antes. EFE sar/an

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