Facebook é criticado por suas comunidades de fãs da máfia italiana

A existência no site de relacionamentos Facebook de várias comunidades de fãs dos chefões da máfia siciliana Cosa Nostra vem causando várias condenações por parte das famílias das vítimas da organização criminosa.

AFP |

Sob os nomes de 'Libertem Toto Riina', 'Fã de Toto Riina, um homem incompreendido' ou 'Todos os que respeitam Toto Riina', vários grupos de internautas homenageiam o ex-chefe supremo da máfia siciliana, de 78 anos, apeliado de 'La Bestia' e detido em 1993, antes de ser condenado a 15 prisões perpétuas.

Nas páginas dessas comunidades - que raramente passam dos 200 membros -, os fãs elogiam e demonstram sua admiração por Riina, "um homem de honra" e um "inocente a quem se deve beijar a mão".

Seu sucessor, Bernardo Provenzano, de 75 anos, não fica de fora dos grupos, já que alguns propõem sua "santificação".

"Estou indignada. O mal exerce ainda fascínio nos jovens. É preciso fazer tudo que for necessário para que isso não aconteça mais", criticou na edição desta terça-feira do jornal Repubblica Maria Falcone, irmã do juiz Giovanni Falcone, figura emblemática da luta contra a máfia e que foi assassinado com sua esposa e seu segurança em 23 de maio de 1992.

Por outro lado, o Facebook conta com comunidades dedicadas à memória de Falcone e de Paolo Borsellino, outro juiz assassinado pela máfia em 1992, com milhares de membros.

bur-kv/cn

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