Nova York, 27 ago (EFE).- A rede social na internet Facebook anunciou hoje que revisará parte de sua política de privacidade e que, entre outras mudanças, os aplicativos desenvolvidos por terceiras partes deverão detalhar agora a que informação pessoal têm acesso e pedir permissão para divulgá-la.

"O Facebook exigirá aos aplicativos de terceiros que especifiquem as categorias de informação dos usuários às quais querem ter acesso, e que obtenham o consentimento expresso destes antes de se compartilhar esses dados", afirmou o Facebook, que conta com mais de 200 milhões de usuários no mundo todo.

Além disso, os internautas terão que aprovar especificamente qualquer acesso destes aplicativos à informação de seus amigos na rede, que será submetida, por sua vez, à configuração que estes tiverem feito de sua privacidade.

Estas mudanças são aplicadas depois que o Escritório do Comissariado de Privacidade do Canadá passou mais de um ano revisando os controles e a política de privacidade do Facebook.

As duas partes trabalharam juntas para atender os temores das autoridades canadenses em relação à proteção de dados dos 12 milhões de seus cidadãos que têm contas na popular rede social.

"O diálogo produtivo e construtivo com o Escritório do Comissariado nos deu a oportunidade de melhorar nossas políticas e práticas, de modo que proporcionarão mais transparência e controle aos usuários", disse o vice-presidente de Comunicações Internacionais e Políticas Públicas do Facebook, Elliot Schrage.

Acrescentou que estas mudanças "resolvem as inquietações pendentes" por parte do comissário canadense e são "significativas" tanto para os usuários quanto para "estabelecer um novo padrão para a indústria".

Junto com as mudanças relativas a aplicativos de terceiros, a companhia, fundada em fevereiro de 2004, também se comprometeu a explicar aspectos que podem estar pouco claros, como as razões pelas quais se pede a data de nascimento, o que acontece com as contas de usuários falecidos ou a diferença entre desativar a conta e apagá-la.

Além disso, os usuários serão incentivados a revisarem sua configuração de privacidade, para que entendam e controlem melhor a informação à qual têm acesso aplicativos de terceiros. EFE mgl/an

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