Facções palestinas exigem participar de diálogo de reconciliação

Jerusalém, 1 jul (EFE).- Os líderes de oito facções palestinas pediram hoje ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que abra as negociações de reconciliação a todo o espectro político.

EFE |

Em um encontro mantido esta manhã no escritório presidencial em Ramala, os políticos disseram a Abbas que o plano egípcio para um acordo de reconciliação entre o Hamas e o Fatah é deficiente, pois não inclui as outras facções, informou a agência de notícias palestina "Ma'an".

As mesmas críticas foram transmitidas aos mediadores egípcios em carta assinada pelos oito líderes, que representam a Frente Popular para a Libertação da Palestina e a Frente Democrática para a Libertação da Palestina, o Partido do Povo Palestino e a União Democrática Palestina.

Também foram representadas a Frente de Luta Popular Palestina, a Frente de Libertação Árabe, a Frente de Libertação Palestina e a Aliança de Forças Palestinas.

"O diálogo bilateral entre o Hamas e o Fatah representa um passo atrás sobre o que se conseguiu durante as sessões de diálogo integral e o que alcançaram os cinco comitês de reconciliação", disseram os líderes das diversas facções.

Os oito lembraram a Abbas que "já se alcançou um acordo para formar um Governo de consenso nacional que reconstrua a Faixa de Gaza, reunifique as instituições da ANP e prepare as eleições", em referência às primeiras fases do diálogo impulsionado pelo Egito no início deste ano, das quais todas as facções palestinas com representação parlamentar participaram.

"Deixar de lado este acordo é muito perigoso", advertiram.

Os líderes das facções criticaram duramente o Fatah, presidido por Abbas, por continuar as conversas de forma bilateral com o Hamas, o que, segundo eles, terá uma influência negativa nas relações palestinas.

"O pluralismo político e a participação de todas as facções palestinas nos processos de tomada de decisões é de interesse nacional", consideraram os representantes políticos, que advertiram que não se sentirão vinculados por nenhum acordo que for tomado no diálogo bilateral. EFE aca/an

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