Facções libanesas decidem criar comissão para reformar lei eleitoral

Cairo, 17 mai (EFE) - Os dirigentes das facções libanesas, reunidas em Doha, acordaram hoje a criação de uma comissão para a reforma da lei eleitoral do Líbano e examinar uma proposta catariana para tratar o assunto das armas do Hisbolá.

EFE |

Segundo a rede de televisão do Catar "Al Jazira", a comissão para analisar a mudança da lei eleitoral será formada por quatro membros: dois da maioria parlamentar libanesa e dois da oposição.

Quanto à proposta catariana de criar outro comitê para estudar o assunto das armas do grupo xiita, a emissora não deu outros detalhes.

Durante as sessões de hoje, que ainda continuam, os representantes da maioria e da oposição colocaram suas posições e trocaram opiniões para encontrar uma saída à crise que vive o Líbano.

Enquanto os responsáveis da oposição insistiram em que primeiro é preciso estudar a criação de um Governo de união nacional e a reforma da lei eleitoral, os representantes da maioria consideraram que é mais importante tratar do assunto das armas do Hisbolá.

A maioria condicionou o diálogo entre partidos a que o grupo radical entregue as armas e se comprometa a não voltar a recorrer a elas para solucionar os problemas do Líbano.

O deputado da maioria Hadi Habish disse à "Al Jazira" que seu grupo apóia "o princípio de que não haja nem vencedores nem vencidos, mas as 'Forças do 8 de março' insistem no princípio do vencedor".

"Não há mais opção a não ser a entrega de armas (do Hisbolá) ao Estado para a constituição de um Estado verdadeiro, que possa praticar a democracia de forma saudável", acrescentou.

Por sua parte, o deputado da oposição Fathi Yaken apontou em Doha que "agora se vê que tanto por parte da oposição quanto da maioria há uma maior disponibilidade para fazer concessões".

As duas partes reataram o diálogo no Catar após alcançar um acordo para colocar fim aos confrontos da última semana entre partidários da oposição e da maioria, que mataram 65 pessoas.

O Líbano está sem presidente desde 24 de novembro, quando terminou o mandato do último chefe de Estado, Émile Lahoud, devido às divergências entre a maioria e a oposição. EFE aj/db

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