Facções libanesas continuam divergindo sobre lei eleitoral

Abu Dhabi, 18 mai (EFE) - As diferentes facções libanesas, reunidas na capital catariana, Doha, continuam sem resolver suas divergências sobre a lei eleitoral e as armas do grupo xiita Hisbolá, segundo a imprensa local.

EFE |

A emissora de televisão "Al Jazira" disse que o emir do Catar, xeque Hamad bin Khalifa al-Thani, se reuniu hoje separadamente com os dirigentes da oposição, liderada pelo Hisbolá, e com os líderes da maioria parlamentar, do primeiro-ministro libanês, o sunita Fouad Siniora.

Depois deste encontro, o xeque Hamad presidiu uma reunião da qual participaram os dirigentes das duas partes em uma tentativa de aproximar seus pontos de vista e ajudá-los a alcançar um acordo sobre a lei eleitoral.

Não se sabe, no entanto, os detalhes sobre a postura de cada uma das partes, já que seus representantes evitam fazer declarações detalhadas à imprensa, a pedido dos mediadores catarianos.

No entanto, porta-vozes da maioria e da oposição explicaram suas posturas sobre outro ponto de divergências, que é o destino futuro das armas do Hisbolá.

O líder das Forças Libanesas (LF, em inglês), Samir Geagea, explicou que a maioria insiste em que a oposição se comprometa a garantir que não voltará a pegar em armas, sob qualquer circunstância, contra o Governo, como ocorreu na semana passada em Beirute.

"Como garantir que não se repita o que aconteceu na semana passada? Como se pode evitar o uso das armas contra o Estado?", disse Geagea à "Al Jazira".

O líder das LF expressou seus temores pela possibilidade de que o diálogo iniciado no sábado em Doha com a mediação do Catar e da Liga Árabe "não dê os frutos desejados" se não se chegar a um acordo sobre as armas do Hisbolá e a lei eleitoral.

A oposição, por sua parte, quer que o problema das armas seja tratado em Beirute, após a eleição de um sucessor do presidente libanês, Émile Lahoud, que deixou o cargo em novembro após terminar seu mandato.

"A questão das armas da resistência não deve ser tratada em Doha, mas em Beirute", disse Ali Hassan Khalil, um deputado do movimento Amal, aliado do Hisbolá.

Uma opinião contrária foi expressada pelo ministro da Juventude e Esporte libanês, Ahmad Fatfat, que insistiu em que o acordo obtido na sexta-feira passada em Beirute para iniciar o diálogo "está claro, e pede para negociar de forma paralela sobre todas as questões". EFE fa/db

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