Facção da Al Qaeda ameaçou alvos dos EUA na África do Sul--mídia

JOHANESBURGO (Reuters) - O fechamento de todas as instalações ligadas ao governo dos EUA na África do Sul, nesta semana, se deveu a uma ameaça feita por uma facção dissidente da Al Qaeda, disse nesta quinta-feira o jornal sul-africano The Star. As instalações norte-americanas foram fechadas na terça-feira por causa de uma informação bastante crível acerca de uma possível ameaça, segundo o Departamento de Estado dos EUA.

Reuters |

Citando "fontes de segurança bem posicionadas," o The Star disse que o grupo telefonou na segunda-feira para a embaixada dos EUA em Pretória a fim de alertar sobre ataques contra vários edifícios norte-americanos na África do Sul.

Esses atentados supostamente serviriam de resposta ao assassinato, numa ação militar dos EUA na semana passada, na Somália, de um dos mais procurados suspeitos da Al Qaeda na África.

A embaixada dos EUA não se manifestou sobre a reportagem do The Star. As instalações fechadas devem retomar suas atividades na sexta-feira.

Rebeldes somalis prometeram vingar a morte do queniano Saleh Ali Saleh Nabhan, mas até agora nunca haviam aparecido vínculos entre insurgentes somalis e a África do Sul.

O país mais rico da África, que receberá a Copa do Mundo de 2010, não é por si só um alvo de atentados.

Em 1998, militantes islâmicos explodiram duas embaixadas norte-americanas na África - no Quênia e na Tanzânia -, matando 224 pessoas.

(Reportagem de Gordon Bel)

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